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domingo, janeiro 04, 2009

Vazio

Rooms by the Sea (1951) by Edward Hopper
Música: Popstar Researching Oblivion by Flotation Toy Warning (mp3)

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Abandono

Summer Interior (1909) by Edward Hopper
Música: Summertime - Scarlett Johansson (mp3)

sábado, fevereiro 02, 2008

Hopper

Se um dia ganhar o Euromilhões, compro um original de Edward Hopper. A representação da luz, a nostalgia de uma América passada e o ambiente misterioso que transmitem os seus quadros... fascinam-me.

Western Motel (1957) by Edward Hopper

sábado, setembro 29, 2007

Os meus favoritos do Thyssen-Bornemisza

The Madonna of the Village (1936-1942) - Marc Chagall

Este encheu-me as medidas. Na minha subjectiva e modesta opinião é o quadro mais marcante da exibição permanente. O surrealismo na sua vertente mais meiga e onírica: um anjo a tocar trombeta, uma vaca a tocar violino nos céus e uma virgem a pairar sobre a aldeia... Absolutamente maravilhoso.

quinta-feira, abril 05, 2007

4. Pink Moon (1972) - Nick Drake

Pink Moon é, a todos os tí­tulos, um disco único. A voz de Nick Drake e a sua guitarra acústica uniram-se para criar uma obra prima com apenas 28 minutos. Solidão, isolamento e alienação social são temas preponderantes em todos os trabalhos de Drake, mas atingem aqui a sua mais profunda e sentida expressão. Até o surrealismo da capa, da autoria do próprio Nick, fortemente influenciada por Dali, contribui para o ambiente de alienação pessoal, depressão e abandono social.

Nick Drake morreu em 1974, com 26 anos, de uma overdose (acidental?) de anti-depressivos, e quis o destino que este fosse o seu último album de originais. O disco exala uma tristeza e melancolia que resultam, em larga medida, da utilização exclusiva de guitarra acústica e voz na maioria dos temas, acompanhados ocasionalmente pelo piano. Paradoxalmente, as melodias são simples, belas e plenas de sentimento. Reza a lenda que Drake gravou Pink Moon de uma só vez, sem recurso a takes alternativos. Neste particular, Pink Moon representa um contraste significativo com o disco anterior, Bryter Layter (1970), no qual Drake emprega orquestrações mais elaboradas, em particular em Hazey Jane II, que os Belle and Sebastian certamente não desdenhariam.

Num dos meus temas preferidos de Pink Moon, Know, Drake canta:
"Know that I love you
Know I don't care
Know that I see you
Know I'm not there."
Nunca o suicí­dio foi tratado na música de forma tão enigmática como em Pink Moon, o tema de abertura:
"I saw it written and I saw it say
Pink moon is on its way
And none of you stand so tall
Pink moon gonna get you all
It's a pink moon It's a pink, pink, pink, pink, pink moon."
As referências ao suicídio regressam em Harvest Breed, um minuto de música com uma letra impressionante:
"Falling fast and falling free you look to find a friend
Falling fast and falling free this could just be the end
Falling fast you stop to touch and kiss the flowers that bend
And you're ready now For the harvest breed."
Em Pink Moon, a duração é inversamente proporcional à qualidade da música. Se não conhecem Nick Drake, da próxima vez que entrarem numa loja de cds já sabem o que pedir. Depois não se esqueçam de mandar um email a contar como foi a experiência de ouvir Drake pela primeira vez. Um dos raros momentos em que a música me fez sentir frágil...

sexta-feira, março 17, 2006

sexta-feira, março 10, 2006

Paintings on Fridays V


O Grito, nas suas diferentes versões, é o quadro mais famoso do norueguês Edvard Munch, mas o meu favorito é A Dança da Vida, terminado em 1900. Os temas mais marcantes desta fase da carreira do pintor estão lá todos: vida, isolamento e morte. Estará também, porventura, a inveja, pois sempre que olho para este quadro vejo duas mulheres sós com um olhar distante e nostálgico(particularmente a da direita) para os casais que dançam. Estes, por seu lado, também não parecem felizes com o que a vida lhes reservou, pelo que se conclui que o quadro retrata a eterna insatisfação dos humanos com o que a vida lhes oferece.

A propósito de distância emocional e frieza de sentimentos, ali ao lado toca durante todo o fim de semana Princess Coldheart dos Legendary Pink Dots, um dos grupos mais prolíficos, e ignorados, dos últimos 20 anos de música independente.

sexta-feira, março 03, 2006

Paintings on Fridays IV


Rooms by the Sea (1951) foi uma das incursões de Hopper pelo surrealismo. Como Magritte, Hopper surpreende-nos com uma porta aberta para o oceano. O contraste interior/exterior não poderia ser maior, sendo fortemente acentuado pelo tratamento da luz, que penetra no quarto de forma arrojada.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Paintings on Fridays II

Edward Hopper é o meu pintor preferido. O famosíssimo quadro Nighthawks fascina-me e associo-o com a música de Tom Waits e o seu Nighthawks at the Dinner.

Em Hopper, o tratamento da luz é sublime, como em Morning Sun:

A separação entre natureza e civilização, presente em inúmeros dos seus quadros, coloca-nos perante um contraste (dilema?) entre o conforto e a segurança dos espaços humanos e civilizacionais e o desconhecido e enigmático das paisagens naturais. Second Story Sunlight é disso um exemplo.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Paintings on Fridays I



Não sendo Marc Chagall o meu preferido de entre os surrealistas, o quadro O Aniversário é um dos quadros que mais aprecio. Chagall pintou-o em 1915, nos primeiros tempos do seu casamento com Bella. O quadro retrata esses momentos de felicidade, com o casal a pairar sob um dos aposentos de sua casa. O detalhe com que Chagall pinta os tecidos do sofá e da toalha de mesa é particularmente notável e o casal parece rodeado de uma paz no seu lar que contrasta com a demência da guerra que grassava pela Europa.