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sábado, novembro 17, 2007

Argumentos (I)lógicos

Facto número 1: Hugo Chavez foi eleito Presidente da Venezuela em eleições livres.

Argumento utilizado, implícita ou explicitamente, pelos comentadores políticos e bloggers com base no facto número 1: Como Chavez foi eleito não é ditador.

Facto número 2: Hitler também venceu eleições com o Partido Nazi e chegou ao poder por meios democráticos.

Corolário: Ganhar eleições democráticas é irrelevante para julgar um político como potencial ditador. O tempo no poder e sobretudo os expedientes e artimanhas utilizados para a manutenção desse mesmo poder são indicadores muito mais fidedignos.

sexta-feira, novembro 17, 2006

A Slight Case of Paranoia

A entrevista de Santana Lopes com Judite de Sousa dava um excelente estudo de caso para a especialidade de Psiquiatria...

segunda-feira, julho 03, 2006

Dúvida Existencial

Se a Igreja Católica é contra o casamento entre homossexuais, será que é a favor do divórcio?

terça-feira, maio 23, 2006

O Narcisista

Viram o Prós e Contras de ontem? Fazer um programa sobre um livro já me parece de duvidoso interesse público, mas quando o livro é particularmente MAU, o programa torna-se uma perda de tempo. Ainda pensei que a ideia fosse discutir a qualidade do jornalismo e o papel das agências noticiosas, mas tudo isso foi esquecido, até pela apresentadora, na voragem narcisista do protagonista.

Há professores universitários que envergonham a profissão. O Prof. Manuel Maria Carrilho demonstrou ontem tudo o que um professor universitário se deve abster de fazer: emitir opiniões não fundamentadas, assentes em informação casuística, enviesada ou usada unicamente para sustentar opiniões tendenciosas sobre determinado assunto e fazer generalizações abusivas com base numa amostra não representativa (neste caso, uma amostra igual a um). Como teoria da conspiração não podia ser melhor; como estudo sério é um miséria.

Em nome da profissão, lamento, e peço desculpa a todos. Acreditem que a maioria dos professores universitários recolhe informação e utiliza os dados recolhidos para testar hipóteses derivadas da teoria, procurando abstrair-se de pré-conceitos. Aparentemente, o Prof. Carrilho estava distraído nas aulas de Metodologia de Investigação nas Ciências Sociais...

domingo, janeiro 22, 2006

sábado, dezembro 03, 2005

Crucifixos, Véus e Outra Parafernália Religiosa

A polémica gerada em torno da presença de crucifixos nas escolas incomoda-me. Sou católico não praticante, a "religião" da grande maioria dos portugueses, e devo dizer que a presença ou ausência de crucifixos me deixa relativamente indiferente. Compreendo que sempre que alguém de outra religião se manifeste incomodado com a presença de um crucifixo na parede de uma instituição pública, seja obrigação dos responsáveis a retirada do dito objecto. O respeito pelas outras religiões assim o justifica.

Já tenho maior dificuldade em compreender o argumento da separação entre Igreja e Estado. Não posso deixar de discordar daqueles que defendem a laicidade com a mesma cegueira do fundamentalismo religioso, ignorando centenas de anos de tradição judaico-cristã em Portugal. Tirar os crucifixos das paredes a todo custo, pela simples razão de termos um "Estado laico", menospreza valores actualmente promovidos pela Igreja Católica que deveriam ser preservados, como sejam a paz, o respeito pelos outros e o diálogo ecuménico.

A experiência francesa de proibição da ostentação de objectos religiosos nas escolas por parte dos/as alunos/as é um exemplo do tal fundamentalismo laico e jacobino que critico. Um sector da sociedade americana também considera a hipótese de acabar com o moto "In God We Trust", que tem mais de duzentos anos e expressa um conjunto de valores comuns aos "Founding Fathers". Estes movimentos mais radicais de secularização passam uma mensagem de intolerância e seriam impensáveis, pelo menos nos tempos mais próximos, num país como Portugal.

Mas, apesar disso, fico preocupado com o discurso inflamado da esquerda mais radical, que sente horror com a possibilidade dos miúdos ficarem "contaminados" pelo "vírus do cristianismo", só por haver um crucifixo na sala onde têm aulas. Só para os descansar, devo dizer que estudei 12 anos num colégio católico e nem me recordo se existiam ou não crucifixos nas salas de aula. Provavelmente existiam. Seja como for, não é isso que determina se alguém é não um bom cidadão.

P.S.: Francisco Sarsfield Cabral escreve sobre o assunto no DN de hoje.

terça-feira, novembro 01, 2005

Mário Soares: o político profissional

Mário Soares não entende porque razão Cavaco Silva não se assume como "político profissional". É natural. Como Soares nunca teve um emprego ou uma carreira fora da política, só concebe políticos iguais a si próprio.

quinta-feira, outubro 20, 2005

O Meu Candidato Presidencial

O meu candidato tem uma preocupação sadia com o dinheiro dos contribuintes;
O meu candidato é sisudo e arrogante ("Como o Mourinho!" - dizem);
O meu candidato é culto sem ser pedante;
O meu candidato não fará centenas de viagens na presidência com o dinheiro dos meus impostos;
O meu candidato não gosta do sensacionalismo da comunicação social e critica-o sempre que necessário;
O meu candidato não arranja "tachos" para a mulher, para os filhos ou para os amigos;
O meu candidato é austero e não promete "pão e circo";
O meu candidato vale pela sua personalidade e pelo rumo que indica ao país e não apenas "porque sabe de economia";
O meu candidato apresenta-se hoje;
O meu candidato é Aníbal Cavaco Silva.

terça-feira, outubro 11, 2005

Não se pode dar tréguas ao populismo!

Não se faz teoria política com poucas observações, mas há algo nas eleições de Gondomar, Felgueiras, Oeiras e Amarante que me deixa reconfortado. O único candidato que mudou de concelho... perdeu! Pode daí inferir-se que se Valentim fosse candidato na Maia, Felgueiras em Fafe e Isaltino em Sintra perderiam? Não exactamente, mas a derrota de Avelino em Amarante é um interessante indício.

Temos de ser realistas: Valentim Loureiro tem uma personalidade muito fraca, para não dizer patética. Esconde as suas fraquezas atrás de um discurso populista e sem um pingo de credibilidade. Parece completamente desfasado da realidade. Só isso explica vir dizer mal de Marques Mendes e bem de José Sócrates numa noite em que era evidente que só o contrário faria algum sentido. O Alzheimer aproxima-se a grande velocidade...

domingo, outubro 09, 2005

A Equipa B do Poder Local

As autarquias alinham em 4-2-3-1 com o seguinte esquema táctico:

Guarda-Redes: AVELINO

É uma espécie de Ricardo: tem fama de ser bom na terra dele, mas, fora isso, toda a gente sabe que é um grande frangueiro.

Lateral Esquerdo: DAMASCENO

É como o Nuno Valente: não é a melhor pessoa para o lugar, mas não há outra alternativa.

Central: ISALTINO

Este é o Jorge Costa das autárquicas: não corre muito, mas tem bom posicionamento no terreno, o que lhe vai valendo o lugar de titular.

Central: MOITA

Mais um caso típico de um central lento, mas com muita intuição para o jogo. Não se dá por ele, mas, quando menos se espera, lá está ele a fazer um corte providencial.

Lateral Direito: LOPES (Santana ou Teixeira, vocês escolhem!)

É o Miguel das autarquicas. Gosta muito de subir no terreno, mas essas são missões para as quais não está talhado. Apesar da sua persistência, o público insiste em relegá-lo para a equipa B.

Trinco: VALENTIM

É o trinco por excelência! Não joga nada, mas dá porrada com'ó caraças! Discute com o árbitro mesmo quando todos sabem que não tem razão; quando este não toma as decisões que entende como adequadas... ameaça-o com mais porrada.

Trinco: SEARA

É um trinco ligeiramente mais adiantado do que Valentim. Tem dificuldades na transição defesa-ataque. Defende o seu clube como ninguém e ataca Sintra com toda a vontade, mas, no meio de tanto voluntarismo, é frequentemente apanhado em contra-pé.

Extremo Esquerdo: FELGUEIRAS

Faz o lugar de extremo como ninguém. Corre muito, sempre junto à linha e, quando a bola parece perdida pela linha de fundo, arranja sempre maneira de cruzar.

Distribuidor de jogo: CARRILHO

É o capitão desta selecção. Tem o mediatismo de Deco. Farta-se de aparecer na televisão, mas o mediatismo compromete frequentemente o seu desempenho. Espera-se que prime pela discrição e eficácia, para que toda a equipa produza aquilo que se espera.

Extremo Direito: CAMPELO

É um autêntico Figo das autárquicas: foi sempre titular indiscutível até ao momento em que viu que podia perder o lugar e saiu por sua vontade. Quando viu que podia voltar e ser titular novamente, não hesitou por um momento.

Avançado Centro: SOARES Jr.

É o nosso Pauleta. Aparece muitas vezes isolado, mas farta-se de falhar golos de baliza aberta. Como o "Ciclone dos Açores", abre muito os braços, mas não consegue sair do chão.

quinta-feira, setembro 22, 2005

Eu sonhei ou...

Estou longe de Portugal, mas, num delírio onírico, constou-me que Fátima Felgueiras voltou a Portugal e näo está presa. Por outras palavras, andou a viver mais de um ano a boa vida no Brasil, regressou agora e, como prémio, foi libertada. Tenho várias observacöes...

1. Para que serve a medida de coaccäo "prisäo preventiva", se as pessoas podem fugir para um país estrangeiro e regressar a tempo do julgamento?

2. Vivemos na república das bananas. É um facto consumado e näo vale a pena nega-lo. Mas... quando é que será que os portugueses, todos os portugueses, iräo aprender a näo votar em quem os engana?

3. Caros habitantes de Felgueiras, Gondomar, Oeiras e outras terras com Presidentes de Camara sob suspeita: o país está mal? A crise nunca mais termina? É bem feito! A estupidez e a ignorancia daqueles que elegem estes políticos só merece a mediocridade, a pobreza e o subdesenvolvimento. É assim que votam, é essa merda que levam.

Ass: Um cidadäo revoltado.