Entre os dias 19 e 23 de Setembro estive em Madrid para apresentar o artigo "Understanding Intergovernmental Cooperation in a Context of Decentralization: An Empirical Study of Collaboration among Portuguese Municipalities" na conferência do European Group of Public Administration (EGPA).
Fiquei horrorizado com o facto de os espanhóis terem obrigado todos os conferencistas a painéis/sessões paralelas entre as 12 e as 14 horas, o que em alguns casos adiou o almoço para lá das 14:30. Este hábito cultural resultou na "fúria" de muitos participantes, menos habituados à hora da "siesta".
A ideia politicamente correcta de que não se pode ofender as tradições do país organizador pareceu-me totalmente descabida e ineficiente, não só porque os espanhóis eram uma minoria, mas sobretudo em termos de rendimento intelectual dos participantes durante o painel às ditas horas. Incomodado, sussurrava-me um vizinho britânico: "Acabem lá com as perguntas e vamos mas é almoçar!"
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segunda-feira, outubro 01, 2007
terça-feira, agosto 28, 2007
A caminho de Chicago
Amanhã, dia 29, viajo para Chicago para participar na conferência da American Political Science Association (APSA). Com mais de 7000 participantes, 46 divisões especializadas e 730 painéis, esta é a maior conferência do mundo na área da Ciência Política.
Num olhar atento pelo programa da conferência constato que sou o único português a viver em Portugal a participar. Encontram-se inscritos um par de portugueses, doutorandos do Instituto Europeu Universitário de Florença, mas fora isso... um deserto! Não admira, por isso, que já tenha ouvido, em conferências internacionais, o comentário "mas... não sabia que havia cientistas políticos em Portugal?!".
Ironicamente, sendo doutorado em Administração e Políticas Públicas, não me considero exactamente um "cientista político", ainda que a minha área de investigação seja "filha da Ciência Política".
Os interessados no tema do artigo a apresentar podem ler aqui o resumo e os detalhes em Inglês.
Como podem constatar pela foto da minha última estadia em Chicago cheguei de carro ao fantástico Museu de Arte Contemporânea.

Num olhar atento pelo programa da conferência constato que sou o único português a viver em Portugal a participar. Encontram-se inscritos um par de portugueses, doutorandos do Instituto Europeu Universitário de Florença, mas fora isso... um deserto! Não admira, por isso, que já tenha ouvido, em conferências internacionais, o comentário "mas... não sabia que havia cientistas políticos em Portugal?!".
Ironicamente, sendo doutorado em Administração e Políticas Públicas, não me considero exactamente um "cientista político", ainda que a minha área de investigação seja "filha da Ciência Política".
Os interessados no tema do artigo a apresentar podem ler aqui o resumo e os detalhes em Inglês.
Como podem constatar pela foto da minha última estadia em Chicago cheguei de carro ao fantástico Museu de Arte Contemporânea.

domingo, agosto 19, 2007
Empreendedorismo
Vasco Eiriz, meu colega de trabalho na Universidade do Minho e companheiro de aventuras na blogosfera, convidou-me a converter algumas das críticas musicais contidas neste blog em artigos para a revista Rede 2020, uma publicação bimestral com distribuição electrónica.
A revista iniciou-se como um projecto ligado às áreas da Gestão, da Estratégia e do Marketing, mas evoluiu para um conjunto mais vasto de temas, incluindo agora também a arquitectura, a literatura, a música, entre muitos outros assuntos.
A divulgação da revista por via digital favorece a comunicação entre os portugueses dos 5 continentes, o que constitui, na opinião do Vasco, com a qual concordo plenamente, um dos seus maiores méritos. A última edição da Rede 2020 está disponível aqui.
O blog Empreender é um projecto editorial associado à Rede 2020.
A revista iniciou-se como um projecto ligado às áreas da Gestão, da Estratégia e do Marketing, mas evoluiu para um conjunto mais vasto de temas, incluindo agora também a arquitectura, a literatura, a música, entre muitos outros assuntos.
A divulgação da revista por via digital favorece a comunicação entre os portugueses dos 5 continentes, o que constitui, na opinião do Vasco, com a qual concordo plenamente, um dos seus maiores méritos. A última edição da Rede 2020 está disponível aqui.
O blog Empreender é um projecto editorial associado à Rede 2020.
segunda-feira, abril 16, 2007
Solidariedade para Blacksburg, VA
A minha amiga (e colega de trabalho) Joana está em Blacksburg de visita ao namorado que trabalha na Virginia Tech. Para ti, Joana, e para o Nick um beijo, um abraço forte e a minha total solidariedade neste momento difícil que atravessam.
terça-feira, maio 23, 2006
O Narcisista
Viram o Prós e Contras de ontem? Fazer um programa sobre um livro já me parece de duvidoso interesse público, mas quando o livro é particularmente MAU, o programa torna-se uma perda de tempo. Ainda pensei que a ideia fosse discutir a qualidade do jornalismo e o papel das agências noticiosas, mas tudo isso foi esquecido, até pela apresentadora, na voragem narcisista do protagonista.
Há professores universitários que envergonham a profissão. O Prof. Manuel Maria Carrilho demonstrou ontem tudo o que um professor universitário se deve abster de fazer: emitir opiniões não fundamentadas, assentes em informação casuística, enviesada ou usada unicamente para sustentar opiniões tendenciosas sobre determinado assunto e fazer generalizações abusivas com base numa amostra não representativa (neste caso, uma amostra igual a um). Como teoria da conspiração não podia ser melhor; como estudo sério é um miséria.
Em nome da profissão, lamento, e peço desculpa a todos. Acreditem que a maioria dos professores universitários recolhe informação e utiliza os dados recolhidos para testar hipóteses derivadas da teoria, procurando abstrair-se de pré-conceitos. Aparentemente, o Prof. Carrilho estava distraído nas aulas de Metodologia de Investigação nas Ciências Sociais...
Há professores universitários que envergonham a profissão. O Prof. Manuel Maria Carrilho demonstrou ontem tudo o que um professor universitário se deve abster de fazer: emitir opiniões não fundamentadas, assentes em informação casuística, enviesada ou usada unicamente para sustentar opiniões tendenciosas sobre determinado assunto e fazer generalizações abusivas com base numa amostra não representativa (neste caso, uma amostra igual a um). Como teoria da conspiração não podia ser melhor; como estudo sério é um miséria.
Em nome da profissão, lamento, e peço desculpa a todos. Acreditem que a maioria dos professores universitários recolhe informação e utiliza os dados recolhidos para testar hipóteses derivadas da teoria, procurando abstrair-se de pré-conceitos. Aparentemente, o Prof. Carrilho estava distraído nas aulas de Metodologia de Investigação nas Ciências Sociais...
terça-feira, maio 09, 2006
Respostas ao post anterior
Obrigado a todos pelos comentários à posta anterior. Aqui ficam algumas respostas personalizadas...
Para todos: Vou comprar três livros de George Orwell e oferecê-los aos três melhores alunos daquela turma. Se não os posso converter a todos à literatura, pelo menos acarinho uma minoria!
K: Tens toda a razão. Ainda me lembro do prazer com que li, aos 18 anos, o romance "As Três Sereias" de Irving Wallace, influenciado pela professora de Antropologia Cultural do 1º ano da universidade. O livro tinha na capa uma imagem de um quadro de Gaugin. Foi dois em um!
Sinistro (Nota: Acho que devias usar o teu nome verdadeiro...): Sabes que já tive a sensação que os alunos mais dedicados são olhados de soslaio pelos outros? Parece que o trabalho e o esforço são vistos como uma espécie de lepra...
JJ: Quanto a erros de ortografia, um dia destes apresento a lista dos últimos exames... Saber escrever é pedir muito. Hoje uma aluna confessou-me que a sua principal dificuldade estava em saber distinguir a linguagem SMS do Português correcto. Não me surpreendeu. Construir frases correctas e com sequência é agora um acto de heroísmo.
Cláudia: Todos nós reconhecemos a influência de professores universitários verdadeiros mestres. Os meus foram um professor de Sociologia do Poder (Joaquim Costa) e um professor de História das Ideias Políticas e Sociais (João Rosas). O facto de eu ter continuado a dedicar-me à leitura nessas áreas por cultura geral indicia o seu papel na minha formação.
Cátia: Estou absolutamente de acordo com a necessidade de mais cultura e educação cívica, mas confesso-me céptico quanto à capacidade da actual geração de educadores (pais, professores, no fundo, todos nós) para inverter esta situação.
LN: Confesso alguma dificuldade em lidar com essas situações. Na maioria das vezes, opto por prosseguir a aula sem dar grande valor ao problema, mas de vez em quando irrito-me!
Musqueteira: Ora aí está uma questão pertinente! Os livros ganharão mofo nas estantes das bibliotecas ou serão vendidos para reciclagem de papel ao preço da chuva...
Para todos: Vou comprar três livros de George Orwell e oferecê-los aos três melhores alunos daquela turma. Se não os posso converter a todos à literatura, pelo menos acarinho uma minoria!
K: Tens toda a razão. Ainda me lembro do prazer com que li, aos 18 anos, o romance "As Três Sereias" de Irving Wallace, influenciado pela professora de Antropologia Cultural do 1º ano da universidade. O livro tinha na capa uma imagem de um quadro de Gaugin. Foi dois em um!
Sinistro (Nota: Acho que devias usar o teu nome verdadeiro...): Sabes que já tive a sensação que os alunos mais dedicados são olhados de soslaio pelos outros? Parece que o trabalho e o esforço são vistos como uma espécie de lepra...
JJ: Quanto a erros de ortografia, um dia destes apresento a lista dos últimos exames... Saber escrever é pedir muito. Hoje uma aluna confessou-me que a sua principal dificuldade estava em saber distinguir a linguagem SMS do Português correcto. Não me surpreendeu. Construir frases correctas e com sequência é agora um acto de heroísmo.
Cláudia: Todos nós reconhecemos a influência de professores universitários verdadeiros mestres. Os meus foram um professor de Sociologia do Poder (Joaquim Costa) e um professor de História das Ideias Políticas e Sociais (João Rosas). O facto de eu ter continuado a dedicar-me à leitura nessas áreas por cultura geral indicia o seu papel na minha formação.
Cátia: Estou absolutamente de acordo com a necessidade de mais cultura e educação cívica, mas confesso-me céptico quanto à capacidade da actual geração de educadores (pais, professores, no fundo, todos nós) para inverter esta situação.
LN: Confesso alguma dificuldade em lidar com essas situações. Na maioria das vezes, opto por prosseguir a aula sem dar grande valor ao problema, mas de vez em quando irrito-me!
Musqueteira: Ora aí está uma questão pertinente! Os livros ganharão mofo nas estantes das bibliotecas ou serão vendidos para reciclagem de papel ao preço da chuva...
sexta-feira, maio 05, 2006
Ignorance is Bliss?
Ando deprimido com o ensino. Não é grande afirmação, sobretudo numa altura em que a maioria dos portugueses anda deprimida com tantos outros aspectos, mas sinto falta de uma chama que nos guie para um caminho melhor. A nível das universidades, já tive maiores alegrias do que tenho hoje. Fica aqui um exemplo do que digo; não o julguem como amostra representativa, mas apenas como um indício de um problema mais profundo...
Há um par de semanas, leccionava eu uma aula de Políticas Sociais para cerca de 30 alunos, em que se falava do peso do Estado, não apenas na Economia, mas também na vida do cidadãos, quando questionei os alunos sobre Eric Arthur Blair a.k.a. George Orwell...
Q: Já leram George Orwell?
R: ... (silêncio)
Q: Mas já ouviram falar...
R: ... (mais silêncio)
Q: Nunca ouviram falar das suas obras mais conhecidas, "1984" e "O Triunfo dos Porcos"? - insisti.
R: Não - responderam a medo.
Desisti. Que os alunos nunca tivessem ouvido falar de "Na penúria em Paris e Londres" ou "Homenagem à Catalunha", eu ainda compreendia. Já o facto de Big Brother ser, para eles, apenas um programa de televisão, é arrepiante! Como sugeriu o Prof. Medina Carreira esta semana, numa conferência a que assisti, as escolas e universidades portuguesas estão a criar e a reproduzir analfabetos, mostrando-se incapazes de inverter este ciclo de massificação de ignorantes encartados.
Há um par de semanas, leccionava eu uma aula de Políticas Sociais para cerca de 30 alunos, em que se falava do peso do Estado, não apenas na Economia, mas também na vida do cidadãos, quando questionei os alunos sobre Eric Arthur Blair a.k.a. George Orwell...
Q: Já leram George Orwell?
R: ... (silêncio)
Q: Mas já ouviram falar...
R: ... (mais silêncio)
Q: Nunca ouviram falar das suas obras mais conhecidas, "1984" e "O Triunfo dos Porcos"? - insisti.
R: Não - responderam a medo.
Desisti. Que os alunos nunca tivessem ouvido falar de "Na penúria em Paris e Londres" ou "Homenagem à Catalunha", eu ainda compreendia. Já o facto de Big Brother ser, para eles, apenas um programa de televisão, é arrepiante! Como sugeriu o Prof. Medina Carreira esta semana, numa conferência a que assisti, as escolas e universidades portuguesas estão a criar e a reproduzir analfabetos, mostrando-se incapazes de inverter este ciclo de massificação de ignorantes encartados.
quinta-feira, março 23, 2006
Convite
terça-feira, janeiro 10, 2006
Grrr...
Para si, Bolonha é:
a) Uma linda cidade de Itália
b) Uma sanduíche de paio
c) A vizinha boazona do 5º Esqº
d) Uma invenção de um grupo de burocratas de Bruxelas com o intuito de "torrar" a paciência à academia e estandardizar o ensino como quem determina o tamanho das pêras
e) Nenhuma das anteriores
a) Uma linda cidade de Itália
b) Uma sanduíche de paio
c) A vizinha boazona do 5º Esqº
d) Uma invenção de um grupo de burocratas de Bruxelas com o intuito de "torrar" a paciência à academia e estandardizar o ensino como quem determina o tamanho das pêras
e) Nenhuma das anteriores
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Baixa produtividade...
Poderia haver uma boa razão para a Universidade do Minho estar fechada no dia 2 de Janeiro... Não há. Tive de suplicar ao segurança para me deixar ir trabalhar para o gabinete. Assim não há produtividade que resista...
terça-feira, novembro 29, 2005
Estudo de Caso ou Caso de Estudo?
Tenho ouvido os comentadores desportivos afirmarem que o Vitória de Setúbal, que se encontra em quarto lugar na I Liga e não paga aos seus jogadores há uns meses, é um verdadeiro "caso de estudo". Esta expressão horrível é um abastardamento da expressão inglesa "case study", que deve ser traduzida para português como "estudo de (um) caso".
Tenho alunos muito "baldas" que só muito raramente estudam. Pode dizer-se que, quando estudam para passar com 10, são, eles sim, um verdadeiro "caso de estudo"...
Tenho alunos muito "baldas" que só muito raramente estudam. Pode dizer-se que, quando estudam para passar com 10, são, eles sim, um verdadeiro "caso de estudo"...
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