Os meus vinte e poucos anos foram marcados pela turbulência emocional. Eu não me limitava a ouvir Tindersticks ou Portishead; eu vivia como as letras dos temas dos Tindersticks ou Portishead. Foi por esta altura que foram lançados discos que me marcariam até hoje, e sobre os quais falarei em detalhe um destes dias: Dummy (1994), Tindersticks II (1995) e Ok Computer (1997).
Ouvia também Morphine... como se não houvesse dia de amanhã. E, nesse fatídico dia 4 de Julho de 1999, houve qualquer coisa em mim que morreu, de facto. Sharks, Head with Wings e Honey White tornaram-se clássicos imediatamente após o seu lançamento. Nunca um baixo de duas cordas, um saxofone barítono e um kit de bateria soaram tão bem! Com os Morphine aconteceu algo de invulgar, que demonstra a sua popularidade em Portugal. Em Maio de 1997 vi os Morphine ao vivo no Coliseu dos Recreios em Lisboa. As cadeiras foram retiradas da plateia para caberem mais de 5000 pessoas, ávidas de escutar a banda de culto de Boston. Quase dois anos mais tarde, em Março de 1999, lembro-me do meu entusiasmo quando comprei bilhete para o concerto na Cow Haus de Tallahasse, Florida. À noite, eu e outras 150 pessoas assistimos a um concerto intimista e memorável da banda, uma antítese do concerto de Lisboa, dois anos antes. Mark Sandman viria a falecer menos de três meses depois, num palco em Roma.
Alguém me deu a conhecer outro músico com um final fatídico: Nick Drake. Já não me lembro quem foi... mas abençoado seja! Pink Moon de Nick Drake é um trabalho fantástico e foi criticado por mim aqui.
Vi Peter Murphy ao vivo no moribundo Teatro Circo de Braga, e percebi que havia muita qualidade musical para além dos tops comerciais. De Bristol vinha uma onda completamente diferente da fase musical anterior. Muito mais negra e depressiva. Depois da Madchester, aparecia agora o trip-hop, com os Portishead, os Massive Attack e o génio diabólico de Tricky, que também cheguei a ver ao vivo no Coliseu do Porto.
Tindersticks
Lambchop
Morphine
Radiohead
Björk
Nick Drake
Townes Van Zandt
Portishead
Massive Attack
Tricky
Peter Murphy
Babybird
Eels
Talk Talk
Depeche Mode
Suede
No Doubt
Nick Cave & The Bad Seeds
The Breeders
Gavin Friday
terça-feira, outubro 25, 2005
quinta-feira, outubro 20, 2005
O Meu Candidato Presidencial
O meu candidato tem uma preocupação sadia com o dinheiro dos contribuintes;
O meu candidato é sisudo e arrogante ("Como o Mourinho!" - dizem);
O meu candidato é culto sem ser pedante;
O meu candidato não fará centenas de viagens na presidência com o dinheiro dos meus impostos;
O meu candidato não gosta do sensacionalismo da comunicação social e critica-o sempre que necessário;
O meu candidato não arranja "tachos" para a mulher, para os filhos ou para os amigos;
O meu candidato é austero e não promete "pão e circo";
O meu candidato vale pela sua personalidade e pelo rumo que indica ao país e não apenas "porque sabe de economia";
O meu candidato apresenta-se hoje;
O meu candidato é Aníbal Cavaco Silva.
O meu candidato é sisudo e arrogante ("Como o Mourinho!" - dizem);
O meu candidato é culto sem ser pedante;
O meu candidato não fará centenas de viagens na presidência com o dinheiro dos meus impostos;
O meu candidato não gosta do sensacionalismo da comunicação social e critica-o sempre que necessário;
O meu candidato não arranja "tachos" para a mulher, para os filhos ou para os amigos;
O meu candidato é austero e não promete "pão e circo";
O meu candidato vale pela sua personalidade e pelo rumo que indica ao país e não apenas "porque sabe de economia";
O meu candidato apresenta-se hoje;
O meu candidato é Aníbal Cavaco Silva.
terça-feira, outubro 18, 2005
Abóboras em Rota de Colisão

Um disco memorável! Uma obra-prima inigualável! Mellon Collie and the Infinite Sadness é um título perfeito para descrever 28 temas e duas horas de música sempre surpreendente e poesia inspiradíssima. Este duplo álbum encontra-se dividido em duas partes: Dawn to Dusk e Twilight to Starlight. A produção de Flood, Alan Moulder e Billy Corgan é quase perfeita. A arte gráfica é lindíssima e inspira-se em George Meliés. Os animais e seres inanimados representados ganham personalidade e comportamentos humanos e fazem-nos sorrir.

Os Smashing Pumpkins passam por 30 anos de influências e sonoridades distintas. O grunge de Chicago está aqui mais diluído do que no disco anterior, Siamese Dream, e misturado com canções de amor de influência beatliana e épicos à la Pink Floyd, mas tudo temperado com uma apreciável dose de irreverência e inconformismo.

O duplo álbum inicia-se com Mellon Collie and the Infinite Sadness um instrumental de piano a solo que bem podia ser a banda sonora deste blog. É Billy Corgan que faz tudo: vocalista, compositor, produtor, multi-instrumentista e génio musical que liderou os Pumpkins durante os seus pouco mais de 10 anos de existência. Os grandes êxitos comerciais deste disco aparecem no primeiro cd: Tonight, Tonight, Zero e Bullet With Buttefly Wings. Dois épicos inesquecíveis (Porcelina of the Vast Oceans e Thru the Eyes of Ruby) rompem com a rigidez da canção pop-rock de 3 ou 4 minutos e apresentam-se como poemas sinfónicos do rock. Duas melodias românticas, Beautiful e By Starlight, povoavam os meus amores dos vinte e poucos anos.

As letras caracterizam-se por tópicos tão diversificados como a fúria alienada (“Despite all my rage I am still just a rat in a cage”), o nihilismo (“Emptiness is loneliness, loneliness is cleanliness, cleanliness is godliness and god is empty just like me”), o voyeurismo (“I know I’m silly cause I’m hanging in this tree in the hopes that she will catch a glimpse of me”) ou a manipulação emocional (“wrap me up in always, and drag me in with maybes; your innocence is treasure, your innocence is death your innocence is all I have”).
Dez anos passados desde a saída deste trabalho, ainda é um disco que ouço com regularidade e que não perdeu o impacto inicial. A vertente maníaco-depressiva da obra não é, provavelmente, para todos, pois oscila entre temas muito melódicos e belos (Galapogos, Cupid de Locke ou By Starlight) e a violência sonora ao nível do melhor grunge alguma vez feito (Fuck you (an ode to no one), Tales of a scorched earth ou X.Y.Z.)
Depois do auge, a carreira dos Smashing Pumpkins seria sempre a descer...
A carreira dos Smashing Pumpkins avaliada pelo Piano:
Gish (1991) 6/10
Siamese Dream (1993) 8/10
Pisces Iscariot (1994) 6/10
Mellon Collie and the Infinite Sadness (1995) 10/10
Adore (1998) 7/10
MACHINA/the machines of God (2000) 2/10
Lixo Musical 0
Medíocre 1-2
Suficiente 3-5
Bom 6-7
Muito Bom 8-9
Obra-Prima 10
sábado, outubro 15, 2005
Fases Musicais III (1990-1994)
Até que chegaram os anos da universidade. As boas influências do underground bracarense fizeram-se sentir: comecei a ouvir Pixies, Peter Murphy, Jesus & The Mary Chain e Sisters of Mercy. A onda musical de Manchester dominava as nossas saídas para as loucas noites no famoso, e infâme, Clube 84. Uma verdadeira "Madchester" à portuguesa, com os Smiths, New Order, Stone Roses, Happy Mondays e Inspiral Carpets, que também invadia as nossas festas madrugada dentro no 79,1ºEsq. da Padre Manuel Alaio.
Notam-se também os primeiros sinais de inconformismo nos meus gostos musicais, com as primeiras audições "menos convencionais", como os crípticos e psicadélicos Pink Floyd pré-1973 e o misticismo dos Dead Can Dance. Mais tarde, esta desconstrução seria levada ao extremo, com a audição de música que dificilmente poderá ser qualificada como tal...
U2
Pixies
Smiths
Stone Roses
Happy Mondays
Inspiral Carpets
New Order
Pink Floyd (pré-The Dark Side of the Moon)
Madredeus
Peter Murphy
Jesus & The Mary Chain
Genesis (com Peter Gabriel; pré-1976)
Waterboys
Clash
Pogues
Mission
Sisters of Mercy
Echo & The Bunnymen
Cocteau Twins
Dead Can Dance
Notam-se também os primeiros sinais de inconformismo nos meus gostos musicais, com as primeiras audições "menos convencionais", como os crípticos e psicadélicos Pink Floyd pré-1973 e o misticismo dos Dead Can Dance. Mais tarde, esta desconstrução seria levada ao extremo, com a audição de música que dificilmente poderá ser qualificada como tal...
U2
Pixies
Smiths
Stone Roses
Happy Mondays
Inspiral Carpets
New Order
Pink Floyd (pré-The Dark Side of the Moon)
Madredeus
Peter Murphy
Jesus & The Mary Chain
Genesis (com Peter Gabriel; pré-1976)
Waterboys
Clash
Pogues
Mission
Sisters of Mercy
Echo & The Bunnymen
Cocteau Twins
Dead Can Dance
terça-feira, outubro 11, 2005
Não se pode dar tréguas ao populismo!
Não se faz teoria política com poucas observações, mas há algo nas eleições de Gondomar, Felgueiras, Oeiras e Amarante que me deixa reconfortado. O único candidato que mudou de concelho... perdeu! Pode daí inferir-se que se Valentim fosse candidato na Maia, Felgueiras em Fafe e Isaltino em Sintra perderiam? Não exactamente, mas a derrota de Avelino em Amarante é um interessante indício.
Temos de ser realistas: Valentim Loureiro tem uma personalidade muito fraca, para não dizer patética. Esconde as suas fraquezas atrás de um discurso populista e sem um pingo de credibilidade. Parece completamente desfasado da realidade. Só isso explica vir dizer mal de Marques Mendes e bem de José Sócrates numa noite em que era evidente que só o contrário faria algum sentido. O Alzheimer aproxima-se a grande velocidade...
Temos de ser realistas: Valentim Loureiro tem uma personalidade muito fraca, para não dizer patética. Esconde as suas fraquezas atrás de um discurso populista e sem um pingo de credibilidade. Parece completamente desfasado da realidade. Só isso explica vir dizer mal de Marques Mendes e bem de José Sócrates numa noite em que era evidente que só o contrário faria algum sentido. O Alzheimer aproxima-se a grande velocidade...
domingo, outubro 09, 2005
A Equipa B do Poder Local
As autarquias alinham em 4-2-3-1 com o seguinte esquema táctico:
Guarda-Redes: AVELINO
É uma espécie de Ricardo: tem fama de ser bom na terra dele, mas, fora isso, toda a gente sabe que é um grande frangueiro.
Lateral Esquerdo: DAMASCENO
É como o Nuno Valente: não é a melhor pessoa para o lugar, mas não há outra alternativa.
Central: ISALTINO
Este é o Jorge Costa das autárquicas: não corre muito, mas tem bom posicionamento no terreno, o que lhe vai valendo o lugar de titular.
Central: MOITA
Mais um caso típico de um central lento, mas com muita intuição para o jogo. Não se dá por ele, mas, quando menos se espera, lá está ele a fazer um corte providencial.
Lateral Direito: LOPES (Santana ou Teixeira, vocês escolhem!)
É o Miguel das autarquicas. Gosta muito de subir no terreno, mas essas são missões para as quais não está talhado. Apesar da sua persistência, o público insiste em relegá-lo para a equipa B.
Trinco: VALENTIM
É o trinco por excelência! Não joga nada, mas dá porrada com'ó caraças! Discute com o árbitro mesmo quando todos sabem que não tem razão; quando este não toma as decisões que entende como adequadas... ameaça-o com mais porrada.
Trinco: SEARA
É um trinco ligeiramente mais adiantado do que Valentim. Tem dificuldades na transição defesa-ataque. Defende o seu clube como ninguém e ataca Sintra com toda a vontade, mas, no meio de tanto voluntarismo, é frequentemente apanhado em contra-pé.
Extremo Esquerdo: FELGUEIRAS
Faz o lugar de extremo como ninguém. Corre muito, sempre junto à linha e, quando a bola parece perdida pela linha de fundo, arranja sempre maneira de cruzar.
Distribuidor de jogo: CARRILHO
É o capitão desta selecção. Tem o mediatismo de Deco. Farta-se de aparecer na televisão, mas o mediatismo compromete frequentemente o seu desempenho. Espera-se que prime pela discrição e eficácia, para que toda a equipa produza aquilo que se espera.
Extremo Direito: CAMPELO
É um autêntico Figo das autárquicas: foi sempre titular indiscutível até ao momento em que viu que podia perder o lugar e saiu por sua vontade. Quando viu que podia voltar e ser titular novamente, não hesitou por um momento.
Avançado Centro: SOARES Jr.
É o nosso Pauleta. Aparece muitas vezes isolado, mas farta-se de falhar golos de baliza aberta. Como o "Ciclone dos Açores", abre muito os braços, mas não consegue sair do chão.
Guarda-Redes: AVELINO
É uma espécie de Ricardo: tem fama de ser bom na terra dele, mas, fora isso, toda a gente sabe que é um grande frangueiro.
Lateral Esquerdo: DAMASCENO
É como o Nuno Valente: não é a melhor pessoa para o lugar, mas não há outra alternativa.
Central: ISALTINO
Este é o Jorge Costa das autárquicas: não corre muito, mas tem bom posicionamento no terreno, o que lhe vai valendo o lugar de titular.
Central: MOITA
Mais um caso típico de um central lento, mas com muita intuição para o jogo. Não se dá por ele, mas, quando menos se espera, lá está ele a fazer um corte providencial.
Lateral Direito: LOPES (Santana ou Teixeira, vocês escolhem!)
É o Miguel das autarquicas. Gosta muito de subir no terreno, mas essas são missões para as quais não está talhado. Apesar da sua persistência, o público insiste em relegá-lo para a equipa B.
Trinco: VALENTIM
É o trinco por excelência! Não joga nada, mas dá porrada com'ó caraças! Discute com o árbitro mesmo quando todos sabem que não tem razão; quando este não toma as decisões que entende como adequadas... ameaça-o com mais porrada.
Trinco: SEARA
É um trinco ligeiramente mais adiantado do que Valentim. Tem dificuldades na transição defesa-ataque. Defende o seu clube como ninguém e ataca Sintra com toda a vontade, mas, no meio de tanto voluntarismo, é frequentemente apanhado em contra-pé.
Extremo Esquerdo: FELGUEIRAS
Faz o lugar de extremo como ninguém. Corre muito, sempre junto à linha e, quando a bola parece perdida pela linha de fundo, arranja sempre maneira de cruzar.
Distribuidor de jogo: CARRILHO
É o capitão desta selecção. Tem o mediatismo de Deco. Farta-se de aparecer na televisão, mas o mediatismo compromete frequentemente o seu desempenho. Espera-se que prime pela discrição e eficácia, para que toda a equipa produza aquilo que se espera.
Extremo Direito: CAMPELO
É um autêntico Figo das autárquicas: foi sempre titular indiscutível até ao momento em que viu que podia perder o lugar e saiu por sua vontade. Quando viu que podia voltar e ser titular novamente, não hesitou por um momento.
Avançado Centro: SOARES Jr.
É o nosso Pauleta. Aparece muitas vezes isolado, mas farta-se de falhar golos de baliza aberta. Como o "Ciclone dos Açores", abre muito os braços, mas não consegue sair do chão.
quinta-feira, outubro 06, 2005
Fases Musicais II (1986-1989)
O mau gosto da primeira fase era tanto, que só podia melhorar...
U2
The Doors
Talking Heads
Supertramp
Pink Floyd (pós-The Dark Side of the Moon)
Genesis (pós-Peter Gabriel; Pós-1975)
Pet Shop Boys
Depeche Mode
Fleetwood Mac (pós Peter Green; com Stevie Nicks)
Sting (fase Jazz, com Branford Marsalis, Kenny Kirkland, Darryl Jones e Omar Akim)
Transvision Vamp
Roxy Music
David Bowie
Kate Bush
Marillion
The Police
Tears for Fears
Simon & Garfunkel
Peter Gabriel
Frankie Goes to Hollywood
Entre os 15 e os 18 anos de idade, os meus gostos mudaram por influência dos amigos do secundário. O Rui era consumidor ávido de Pink Floyd e Supertramp e injectou-me o bichinho que me levou a explorar mais bandas do mesmo tipo: Genesis, Marillion e Peter Gabriel a solo. Paulo era fanático pelos U2 de “The Joshua Tree” e “obrigou-me” a ouvir todos os discos anteriores da banda irlandesa, entre os quais aquele que considero um dos melhores: “The Unforgettable Fire”.
Comecei a ouvir o bom rock dos anos 70 representado pelos Talking Heads, David Bowie, e Roxy Music e o pop new wave dos The Police, Fleetwood Mac e Depeche Mode. A voz de Kate Bush deixava-me tonto e o look dela apaixonado…
Ainda hoje ouço todos eles, ainda que não com a mesma regularidade. Só os Pet Shop Boys, um produto menor e demasiado fraco, são totalmente ignorados. Bowie continua a ser obrigatório no leitor de cds, sobretudo com “Low” (1977) e “Heroes” (1979).
Foi também por esta altura que assisti ao meu primeiro concerto de rock ao vivo: os Transvision Vamp. As minhas hormonas saltavam tanto como a Wendy James de mini-saia no palco do Pavilhão Infante Sagres. Casa cheia e desmaios frequentes devido ao excessivo calor e humidade que se faziam sentir.
U2
The Doors
Talking Heads
Supertramp
Pink Floyd (pós-The Dark Side of the Moon)
Genesis (pós-Peter Gabriel; Pós-1975)
Pet Shop Boys
Depeche Mode
Fleetwood Mac (pós Peter Green; com Stevie Nicks)
Sting (fase Jazz, com Branford Marsalis, Kenny Kirkland, Darryl Jones e Omar Akim)
Transvision Vamp
Roxy Music
David Bowie
Kate Bush
Marillion
The Police
Tears for Fears
Simon & Garfunkel
Peter Gabriel
Frankie Goes to Hollywood
Entre os 15 e os 18 anos de idade, os meus gostos mudaram por influência dos amigos do secundário. O Rui era consumidor ávido de Pink Floyd e Supertramp e injectou-me o bichinho que me levou a explorar mais bandas do mesmo tipo: Genesis, Marillion e Peter Gabriel a solo. Paulo era fanático pelos U2 de “The Joshua Tree” e “obrigou-me” a ouvir todos os discos anteriores da banda irlandesa, entre os quais aquele que considero um dos melhores: “The Unforgettable Fire”.
Comecei a ouvir o bom rock dos anos 70 representado pelos Talking Heads, David Bowie, e Roxy Music e o pop new wave dos The Police, Fleetwood Mac e Depeche Mode. A voz de Kate Bush deixava-me tonto e o look dela apaixonado…
Ainda hoje ouço todos eles, ainda que não com a mesma regularidade. Só os Pet Shop Boys, um produto menor e demasiado fraco, são totalmente ignorados. Bowie continua a ser obrigatório no leitor de cds, sobretudo com “Low” (1977) e “Heroes” (1979).
Foi também por esta altura que assisti ao meu primeiro concerto de rock ao vivo: os Transvision Vamp. As minhas hormonas saltavam tanto como a Wendy James de mini-saia no palco do Pavilhão Infante Sagres. Casa cheia e desmaios frequentes devido ao excessivo calor e humidade que se faziam sentir.
terça-feira, outubro 04, 2005
Fases Musicais I (1981-1986)
Já que este blog é suposto falar de música... cá vai. Até aos 11 anos, quase só ouvia música clássica. A influência do meu pai, com as duas centenas de discos de vinil de música clássica, foi determinante para este gosto invulgar e algo elitista. Com a entrada nos teenage years, comecei por consumir pop do mais rasca que se pode imaginar. Aqui fica a lista dos 20 mais escutados nessa altura lá em casa:
Wham!
Duran Duran
Modern Talking
Kim Wilde
Fischer Z
Nena
Alphaville
Madonna
Paul Young
The Communards
Elton John
A-ha
Sandra
Abba
Kajagoogoo
Rod Stewart
Cindy Lauper
Dead or Alive
Nik Kershaw
Orchestral Manoeuvers in the Dark
Até aos 15 anos gostava de música que hoje considero muito fraca ou, pelo menos, esquecível. Desta lista, só dois ou três nomes produziram alguma vez música “decente” e que ficará para a história. Muitos são chamados de “one-hit wonder”, como os alemães Fischer Z, Nena, Sandra e Alphaville, outros conseguiram produzir vários mega-sucessos comerciais, como os Wham!, os Modern Talking ou os A-ha. Os OMD ainda escapam, pois a música que faziam não era propriamente pop rasca, ainda que muito agradável ao ouvido.
Elton John e Rod Stewart tiveram alguns momentos de inspiração ao longo dos anos 70. “Your Song”, “Rocket Man”, e “Goodbye Yellow Brick Road” de Elton e “Maggie May”de Rod são temas melodicamente irrepreensíveis e que se destacavam positivamente de toda a horrível onda de rock “progressivo” que grassava na primeira parte da década.
Só há uma banda que ainda ouço com alguma regularidade: os Abba. Lembro-me de constituírem a “banda sonora” das minhas leituras dos livros de aventuras de Enid Blyton, como “Os Cinco”, “Os Sete” e a colecção “Mistério”. Não me perguntem qual a associação… Não consigo encontrar nenhuma razão óbvia. No entanto, para quem, como eu, valorizava a melodia claramente acima do ritmo, da estrutura, ou da composição lírica e musical, os Abba eram imbatíveis. A banda sueca desbaratava melodias nas suas canções como um viciado em jogo estoura dinheiro na mesa de um casino.
Wham!
Duran Duran
Modern Talking
Kim Wilde
Fischer Z
Nena
Alphaville
Madonna
Paul Young
The Communards
Elton John
A-ha
Sandra
Abba
Kajagoogoo
Rod Stewart
Cindy Lauper
Dead or Alive
Nik Kershaw
Orchestral Manoeuvers in the Dark
Até aos 15 anos gostava de música que hoje considero muito fraca ou, pelo menos, esquecível. Desta lista, só dois ou três nomes produziram alguma vez música “decente” e que ficará para a história. Muitos são chamados de “one-hit wonder”, como os alemães Fischer Z, Nena, Sandra e Alphaville, outros conseguiram produzir vários mega-sucessos comerciais, como os Wham!, os Modern Talking ou os A-ha. Os OMD ainda escapam, pois a música que faziam não era propriamente pop rasca, ainda que muito agradável ao ouvido.
Elton John e Rod Stewart tiveram alguns momentos de inspiração ao longo dos anos 70. “Your Song”, “Rocket Man”, e “Goodbye Yellow Brick Road” de Elton e “Maggie May”de Rod são temas melodicamente irrepreensíveis e que se destacavam positivamente de toda a horrível onda de rock “progressivo” que grassava na primeira parte da década.
Só há uma banda que ainda ouço com alguma regularidade: os Abba. Lembro-me de constituírem a “banda sonora” das minhas leituras dos livros de aventuras de Enid Blyton, como “Os Cinco”, “Os Sete” e a colecção “Mistério”. Não me perguntem qual a associação… Não consigo encontrar nenhuma razão óbvia. No entanto, para quem, como eu, valorizava a melodia claramente acima do ritmo, da estrutura, ou da composição lírica e musical, os Abba eram imbatíveis. A banda sueca desbaratava melodias nas suas canções como um viciado em jogo estoura dinheiro na mesa de um casino.
sexta-feira, setembro 30, 2005
quinta-feira, setembro 29, 2005
Crónicas de Berlim IV
Impressiona pela positiva a ausência de pobreza, pelo menos pobreza visível. A quantidade de construção é notória, ultrapassando Lisboa em época de autárquicas! Daí que Berlim seja conhecida pela cidade da “mudança constante”, umas vezes intencional, outras vezes forçada. A cidade é limpa e não faltam restaurantes e cafés, bem como todas as lojas de marcas reputadas em todo o mundo. Nesse aspecto, a Friedrichstrasse é o lugar cosmopolita por excelência, mas a Unter Den Linden e a Wilhemstrasse são concorrentes directas pelos turistas.
E, por falar em turistas, a quantidade de pessoas que passeia por Berlim no fim-de-semana da famosa Maratona é absolutamente incrível. Só Deus saberá o que leva 40000 (quarenta mil) atletas a correr e 1.000.000 (sim, um milhão) de pessoas a assistir a uma corrida que dura 42 quilómetros, só se vêem os atletas passar uma vez e raramente envolve qualquer tipo de emoção ou incerteza no seu final. Qualquer outra especialidade do atletismo é mais emocionante, do salto em altura ao lançamento do dardo, dos 110 mtros barreiras aos 5000 metros. Ainda dizem que a Fórmula 1 é monótona porque os carros dão 70 voltas ao mesmo traçado…

A Avenida do 17 de Junho vista do alto da Coluna Triunfal, com a meta da Maratona de Berlim já devidamente identificada a meio, a Porta de Brandenburgo ao fundo e a Torre de Comunicações da Alexander Platz ao fundo sobre o lado esquerdo
E, por falar em turistas, a quantidade de pessoas que passeia por Berlim no fim-de-semana da famosa Maratona é absolutamente incrível. Só Deus saberá o que leva 40000 (quarenta mil) atletas a correr e 1.000.000 (sim, um milhão) de pessoas a assistir a uma corrida que dura 42 quilómetros, só se vêem os atletas passar uma vez e raramente envolve qualquer tipo de emoção ou incerteza no seu final. Qualquer outra especialidade do atletismo é mais emocionante, do salto em altura ao lançamento do dardo, dos 110 mtros barreiras aos 5000 metros. Ainda dizem que a Fórmula 1 é monótona porque os carros dão 70 voltas ao mesmo traçado…

A Avenida do 17 de Junho vista do alto da Coluna Triunfal, com a meta da Maratona de Berlim já devidamente identificada a meio, a Porta de Brandenburgo ao fundo e a Torre de Comunicações da Alexander Platz ao fundo sobre o lado esquerdo
quarta-feira, setembro 28, 2005
Crónicas de Berlim III

Fora a questão da língua, há o eterno problema da história. Os alemães não assumem plenamente a sua história, tal como é afirmado por Werner Sikorski e Rainer Laabs no livro “Checkpoint Charlie and the Wall: A Divided People Rebel” que adquiri durante a estadia. Os autores criticam a inadequada identificação dos limites do Muro de Berlim. Quinze anos após a queda do Muro, só existe um pequeno Memorial às vítimas na Bernauer Strasse e as antigas fronteiras que separavam Berlim Leste de Berlim Oeste quase desapareceram por completo, de modo que a única maneira de saber exactamente por onde passava o Muro é comprar mapas ou livros em lojas de souvenirs.

Quanto aos factos que se referem à II Guerra Mundial, a noção de história é ainda mais traumática. A certa altura, no Museu do Cinema Alemão pode ler-se: “(…) quando os Nazis invadiram a Polónia”. Parece-me que foi a Alemanha que invadiu a Polónia, e não apenas os Nazis. Tendência para o esquecimento ou lapsus linguae? Seria o mesmo que afirmar, no caso Português, “quando os monárquicos conquistaram África”, o que não faz qualquer sentido…
terça-feira, setembro 27, 2005
Crónicas de Berlim II
A cidade é cosmopolita q.b., mas há aspectos que os alemães têm de corrigir, se quiserem ver Berlim a concorrer directamente com Paris ou Londres para capital da Europa. Como sabem, o alemão não é uma língua fácil. No entanto, os alemães parecem esperar que todos os turistas saibam a língua de Goethe. De facto, não só é raro encontrar um alemão que fale correctamente inglês, como na maioria dos casos não sabem nem se esforçam muito por comunicar. A certa altura quase dá vontade de desabafar em bom português: “Raios-o-partam! Mas você quer ou não fazer negócio?!”

Potsdamer Platz

Potsdamer Platz
Crónicas de Berlim I

Uma semana em Berlim serviu para ficar com um conhecimento relativamente detalhado da cidade. A Porta de Brandenburgo é absolutamente magistral e gloriosa, a Potsdamer Platz é plena de arquitectura ultra-moderna e irradia confiança no capitalismo financeiro, a Alexander Platz é dominada pela sua Torre de Telecomunicações, visível de qualquer local na cidade, mas foi a Coluna Triunfal que me conquistou. A sua imponência é quase indescritível. Já conhecia este marco dos excelentes filmes de Wim Wenders, “As Asas do Desejo” e “Tão Longe, Tão Perto”, mas o impacto visual deste monumento, pela localização, pelo tamanho e pelo resplandecer do sol no dourado da estátua da Deusa Vitória é mais arrebatador do que poderei descrever e as fotos demonstrar.
sábado, setembro 24, 2005
"You are leaving the American sector"
Na Bernauer Strasse, visitei o memorial das vítimas do Muro de Berlim, alemães do leste que desejavam passar para Berlim Ocidental e foram abatidos na sua luta pela liberdade.
Nos últimos dias, passar diariamente no Checkpoint Charlie relembra-me quão precária é a liberdade e a importância de preserva-la... sempre.
Nos últimos dias, passar diariamente no Checkpoint Charlie relembra-me quão precária é a liberdade e a importância de preserva-la... sempre.
quinta-feira, setembro 22, 2005
Eu sonhei ou...
Estou longe de Portugal, mas, num delírio onírico, constou-me que Fátima Felgueiras voltou a Portugal e näo está presa. Por outras palavras, andou a viver mais de um ano a boa vida no Brasil, regressou agora e, como prémio, foi libertada. Tenho várias observacöes...
1. Para que serve a medida de coaccäo "prisäo preventiva", se as pessoas podem fugir para um país estrangeiro e regressar a tempo do julgamento?
2. Vivemos na república das bananas. É um facto consumado e näo vale a pena nega-lo. Mas... quando é que será que os portugueses, todos os portugueses, iräo aprender a näo votar em quem os engana?
3. Caros habitantes de Felgueiras, Gondomar, Oeiras e outras terras com Presidentes de Camara sob suspeita: o país está mal? A crise nunca mais termina? É bem feito! A estupidez e a ignorancia daqueles que elegem estes políticos só merece a mediocridade, a pobreza e o subdesenvolvimento. É assim que votam, é essa merda que levam.
Ass: Um cidadäo revoltado.
1. Para que serve a medida de coaccäo "prisäo preventiva", se as pessoas podem fugir para um país estrangeiro e regressar a tempo do julgamento?
2. Vivemos na república das bananas. É um facto consumado e näo vale a pena nega-lo. Mas... quando é que será que os portugueses, todos os portugueses, iräo aprender a näo votar em quem os engana?
3. Caros habitantes de Felgueiras, Gondomar, Oeiras e outras terras com Presidentes de Camara sob suspeita: o país está mal? A crise nunca mais termina? É bem feito! A estupidez e a ignorancia daqueles que elegem estes políticos só merece a mediocridade, a pobreza e o subdesenvolvimento. É assim que votam, é essa merda que levam.
Ass: Um cidadäo revoltado.
quarta-feira, setembro 21, 2005
Starbucks
Sentado num confortável sofá no Starbucks da Friedrichstraße, questiono-me quanto custará o franchising da representacäo da marca para Portugal... É que ir ao Starbucks näao significa apenas tomar um café! Para além dos tamanhos (short, tall, and grande) e dos estilos (Expresso, Americano, Capuccino, Macchiato, Moka Latte - há também as fatias de bolo (originalíssimas), os donuts, os bagels, os brownies, os chocolate chip cookies entre muitas outras variedades de doces, capazes de levar os diabéticos à desgraca...
Mas é sobretudo no ambiente que os Starbucks derrotam esmagadoramente os cafés tradicionais portugueses. Nos Starbucks mais espacosos, há uma sala de leitura com sofás/maples individuais de grande conforto, revistas e jornais diários gratuitos de todos os tipos e música ambiente.
Acreditem no que digo: quem tiver dinheiro para investir neste franchising em Portugal pode fazer fortuna. Se abrir um para os meus lados, serei certamente cliente habitual!
Mas é sobretudo no ambiente que os Starbucks derrotam esmagadoramente os cafés tradicionais portugueses. Nos Starbucks mais espacosos, há uma sala de leitura com sofás/maples individuais de grande conforto, revistas e jornais diários gratuitos de todos os tipos e música ambiente.
Acreditem no que digo: quem tiver dinheiro para investir neste franchising em Portugal pode fazer fortuna. Se abrir um para os meus lados, serei certamente cliente habitual!
domingo, setembro 18, 2005
Berlin
"Came to your border
Looking back into the night
Falling down on the city lights far away
Tell me the answer
Who knows the wrong from the right?
Years may come and years they go
You've seen your bridges burning
And the wheels of time keep turning
Like a ship in the night
You passed along the highways of my life
And now my mind you're always in
And the ten-thirty flight will soon be headed my way
As she sails across the skyway of Berlin
Oh, and to think of all the changes you have seen
Oh, and reflect upon the way it might have been
Like a ship in the night
You passed along the highways of my life
And now my mind you're always in
And the ten-thirty flight will soon be headed my way
As she sails across the skyway of Berlin"
Berlin by Barclay James Harvest
Looking back into the night
Falling down on the city lights far away
Tell me the answer
Who knows the wrong from the right?
Years may come and years they go
You've seen your bridges burning
And the wheels of time keep turning
Like a ship in the night
You passed along the highways of my life
And now my mind you're always in
And the ten-thirty flight will soon be headed my way
As she sails across the skyway of Berlin
Oh, and to think of all the changes you have seen
Oh, and reflect upon the way it might have been
Like a ship in the night
You passed along the highways of my life
And now my mind you're always in
And the ten-thirty flight will soon be headed my way
As she sails across the skyway of Berlin"
Berlin by Barclay James Harvest
quarta-feira, setembro 14, 2005
Jukkasjärvi, Suécia (republicado)
O autor deste blog armado em Pai Natal numa quinta de criação de renas em Jukkasjärvi, no norte da Suécia.

Respondendo às questões da curiosa:
P: Como era a quinta?
R: Muito bonitinha, com umas tendas a lembrar os índios, mas que eram propriedade dos lapões (sami). Havia uma apresentação em vídeo sobre a criação de renas e as migrações de Verão e de Inverno, bem como explicações sobre as diversas utilizações das peles, a conservação de comida e dicas culinárias.
P: Qualquer um podia lá entrar e tocar nas ditas? Pagava-se?
R: Pagava-se para entrar na quinta e só se podia entrar no cercado onde estavam as renas com uma guia sami. Não me lembro quanto paguei, talvez uns 10 euro no máximo...
P: Que precauções era preciso tomar?
R: A única precaução que tive foi não levar com uma "chifrada"... Sabiam que os chifres das renas têm pêlo em determinadas alturas do ano?
P: Como descreverias, psicologicamente (não gozes) uma rena?
R: Bem, eu não sou psicólogo. Para isso deveria perguntar à Loopy. Achei que eram animais pacíficos, um bocadinho assustadiços e com grande vontade de comer ervas, como aliás a foto demonstra. A pele é muito macia e não resisti a comprar uma lá para casa. Imagina só as possibilidades... Como as renas são animais de criação para alimentar seres humanos e a pele é aproveitada para agasalho, acho que a sociedade protectora dos animais não ficará muito aborrecida...

Respondendo às questões da curiosa:
P: Como era a quinta?
R: Muito bonitinha, com umas tendas a lembrar os índios, mas que eram propriedade dos lapões (sami). Havia uma apresentação em vídeo sobre a criação de renas e as migrações de Verão e de Inverno, bem como explicações sobre as diversas utilizações das peles, a conservação de comida e dicas culinárias.
P: Qualquer um podia lá entrar e tocar nas ditas? Pagava-se?
R: Pagava-se para entrar na quinta e só se podia entrar no cercado onde estavam as renas com uma guia sami. Não me lembro quanto paguei, talvez uns 10 euro no máximo...
P: Que precauções era preciso tomar?
R: A única precaução que tive foi não levar com uma "chifrada"... Sabiam que os chifres das renas têm pêlo em determinadas alturas do ano?
P: Como descreverias, psicologicamente (não gozes) uma rena?
R: Bem, eu não sou psicólogo. Para isso deveria perguntar à Loopy. Achei que eram animais pacíficos, um bocadinho assustadiços e com grande vontade de comer ervas, como aliás a foto demonstra. A pele é muito macia e não resisti a comprar uma lá para casa. Imagina só as possibilidades... Como as renas são animais de criação para alimentar seres humanos e a pele é aproveitada para agasalho, acho que a sociedade protectora dos animais não ficará muito aborrecida...
domingo, setembro 11, 2005
Do leitor de cds
Respondendo ao desafio do Nuno, aqui vão as últimas notícias do meu leitor de cds:
5 álbuns:
The Arcade Fire - Funeral (ainda e sempre...)
Louis Moureau Gottschalk - Piano Music
Elizabeth Anka Vajagic - Nostalgia/Pain
Sam Shalabi - On Hashish
Magazine - Real Life (é velhinho, mas é um clássico new wave...)
5 canções:
The Arcade Fire - Tunnels
Eels - Old Shit/New Shit
Magazine - The Light Pours Out of Me
Antony and the Johnsons - Fistfull of Love
Mazzy Star - She Hangs Brightly
E como é preciso passar isto a alguém, cá vão as minhas "vítimas": Pedro, Elsa, Nazaré, Alex e a incontornável Pec.
5 álbuns:
The Arcade Fire - Funeral (ainda e sempre...)
Louis Moureau Gottschalk - Piano Music
Elizabeth Anka Vajagic - Nostalgia/Pain
Sam Shalabi - On Hashish
Magazine - Real Life (é velhinho, mas é um clássico new wave...)
5 canções:
The Arcade Fire - Tunnels
Eels - Old Shit/New Shit
Magazine - The Light Pours Out of Me
Antony and the Johnsons - Fistfull of Love
Mazzy Star - She Hangs Brightly
E como é preciso passar isto a alguém, cá vão as minhas "vítimas": Pedro, Elsa, Nazaré, Alex e a incontornável Pec.
quarta-feira, setembro 07, 2005
Será a isto que chamam multiculinarismo?
Estava eu numa espera de 4 horas no aeroporto de Frankfurt, quando decidi saborear um excelente sushi na praça da alimentação. Durante o belo repasto, passa por mim um japonês com um prato cheio de batatas fritas e frango de churrasco. Este episódio despertou-me a uma dúvida existencial:
Será que os japoneses olham para uma refeição ocidental como nós olhamos para o sushi, como algo exótico?
Será que os japoneses olham para uma refeição ocidental como nós olhamos para o sushi, como algo exótico?
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