segunda-feira, julho 03, 2006

Dúvida Existencial

Se a Igreja Católica é contra o casamento entre homossexuais, será que é a favor do divórcio?

segunda-feira, junho 26, 2006

Crónicas de Barcelona II


O Katraponga tem razão. Foi difícil deixar Barcelona. Ainda que eu seja um absoluto leigo na matéria, a cidade parece-me uma obra-prima de arquitectura. Estive no Parc Guell e fiquei fascinado com os edifícios, as esculturas e as vistas da cidade, que podem ser apreciados nas fotos aqui incluídas.

Quanto à cidade propriamente dita, os cheiros, os sons e as imagens são marcantes e inebriantes. Para além de ser lindíssima, Barcelona é provavelmente a cidade mais cosmopolita da Península Ibérica. Em contraste, Lisboa é pequena e Madrid provinciana. Tendo já visitado várias cidades espanholas, foi também em Barcelona que comi melhor. O nosso roteiro gastronómico incluiu dois excelentes restaurantes com comida tradicional Catalã e, claro, uma incursão na paelha à Valenciana que, não sendo Catalã, é deliciosa!

quinta-feira, junho 22, 2006

Crónicas de Barcelona I


Escolhemos uma tasca numa das travessas das Ramblas, propriedade de um clube de futebol amador, para ver o jogo Portugal-Angola. Não fosse o grande número de Portugueses que invadiram o espaço, dir-se-ia que o cenário era retirado de um filme de Pedro Almodovar. A cerveja era Estrella Galicia e a simpática empregada dirigia-se a todos por "cariño", o que só aumentava o consumo de cañas... O nosso compatriota de bandeira pelas costas é que não deve ter percebido que a dita cuja deveria ter castelos e não pagodes chineses...

sexta-feira, junho 09, 2006

Barcelona


Aproveitando compromissos profissionais do início da próxima semana, vou escapar à histeria futebolística portuguesa e juntar-me à Catalunha na luta pela independência!

quarta-feira, junho 07, 2006

Um Livro à Quarta III

Ontem foi o sexto dia do sexto mês do sexto ano do novo milénio. Não sendo exactamente um crente nas profecias do Livro do Apocalipse, abordei o dia com alguma cautela, isto apesar de estar convencido que, se a Besta nasceu ontem, ainda temos de esperar uns anitos até começar a fazer asneiras. Por outro lado, abrir as páginas dos jornais ou ligar a televisão no horário das notícias é prova suficiente que a Besta não nasceu ontem e sempre por cá andou; o formato é que varia. Para outros, mais mediáticos, a Besta já foi bestial, mas agora é simplesmente uma besta quadrada, como se poderá constatar pelo post anterior.

Seja como for, a velha luta entre o Bem e o Mal sempre me fascinou e mergulhei nela numa das recentes inclusões na mesa-de-cabeceira. O livro é Além (1891) de Joris Karl Huymans e tem preenchido algumas noites de insónia.

Além (2006; Lisboa: Assírio & Alvim) foi escrito numa linguagem directa, por vezes chocante, destinada a seduzir o leitor, envolvendo-o com suavidade, para depois o apunhalar, arrancando-lhe as entranhas e atirando o corpo para a valeta. O autor apresenta um escritor francês, de nome Durtal, na Paris dos finais do século XIX, que, através de uma pesquisa histórica intensiva, se propõe escrever uma obra sobre Gilles de Rais, um pedófilo, contemporâneo de Joana d’Arc, que assassinou centenas de crianças na Bretanha do início do século XV, associando-se a rituais satânicos praticados por membros transviados do clero, que rezam missas negras como vingança pela rejeição ou insucesso na vida religiosa dita “normal”. Apesar de repugnante, todos estes parecem apenas coloridos relatos da Idade Média, até que Durtal descobre que a sua Paris tem mais semelhanças com a Idade Média do que julgava possível…

O livro de Huysmans tem várias preciosidades. Escolhi algumas passagens para o vosso deleite.

“A realidade, é bem certo, não perdoa que a desprezem; vinga-se metendo o sonho ao fundo, espezinhando-o, atirando-o em farrapos para um monte de lama!” (p.199)

“Vê as máquinas, o jogo dos pistões nos cilindros: são Romeus de aço dentro de Julietas de ferro fundido. As expressões humanas em nada diferem do vaivém das nossas máquinas.” (p.205)

“Além disso, os edifícios que emergem deste charco caótico de telhados, a Notre-Dame, a Sainte-Chapelle, Saint-Séverin, Saint-Étienne-du-Mont, a torre Saint-Jacques, ficam afogados na deplorável massa dos monumentos mais novos. De forma nenhuma estou interessado em contemplar ao mesmo tempo a Ópera, esse espécime de arte para caixeiras bem vestidas, o arco de ponte chamado do Triunfo, e o candelabro que é a Torre Eiffel!” (pp.244-5)

Na contracapa:

"Em 1891, Além foi considerado uma grande audácia e multiplicou-se na tiragem até às dezenas de milhares. Como um desses malabaristas que mantêm vários objectos no ar, Huysmans concentrou temas de várias frentes no seu romance, todos a maior ou menor distância de uma mesma luta: a que confronta dois poderes, do Bem e do Mal, a que opõe desde a Idade Média a igreja de Roma e o seu reverso satânico. Há, como ilustração de tudo isto, a história de Gilles de Rais, monstruoso pedófilo dos tempos de Joana d'Arc, a história da promiscuidade das mais altas figuras da Igreja com os praticantes da magia, o relato de uma missa negra em Paris, uma aventura em lençóis um tanto frios mas sem o véu de nenhum disfarce sobre a sua sexualidade malsã. Mas também o escritor J.-K. Huysmans num ponto alto da sua obra. O que fez André Breton manifestar-se, nas primeiras páginas de Nadja, como grande devedor de um seu ensinamento: saber levar «ao extremo essa discriminação necessária, vital, entre o elo de tão frágil aparência que pode ser-nos do máximo socorro, e o aparelho vertiginoso das forças que se conjuram para meter-nos ao fundo»."

segunda-feira, junho 05, 2006

Crónicas da Província II - A Doutrina do Pensamento Único

Não tenho paciência para tanta unanimidade em torno da Selecção Nacional de futebol. A histeria colectiva gerada durante o estágio é completamente desproporcionada em relação ao que está em jogo. A recepção na Alemanha parecia uma celebração da vitória no Mundial. A verdade é que ainda não ganhamos nada, mas os Portugueses festejam como se não houvesse amanhã. Estará tudo louco? Se querem a minha opinião, não acho que a selecção vá a lado nenhum. Estou a escrever isto antes do Mundial começar para que não se diga que falar depois é fácil.

Começamos por menosprezar os adversários, achando que Angola e o Irão vão à Alemanha fazer turismo. Para confirmar a ideia que será tudo fácil, há jogadores que aproveitam a folga para dar um salto à discoteca até às 6 da manhã, passeiam-se pelo centro de Évora e fazem trabalho de Relações Públicas em frente ao Templo de Diana. Tudo muito social, tudo muito pop, para a cobertura jornalística e televisiva ser a melhor possível. Sim, tudo isto enquanto as outras selecções estão concentradas a trabalhar em locais remotos, adaptando-se ao clima da Alemanha. Até a todo-poderosa selecção do Brasil faz estágio numa aldeola Suiça com temperaturas mais à medida, protegida dos olhares curiosos dos media.

Os exemplos da mediocridade do nosso futebol “profissional” são muitos. O nosso estágio decorreu debaixo de temperaturas superiores a 35º centígrados, só porque um lobby de empresários da construção civil foi bem sucedido em Évora e o seu opositor de Melgaço fracassou. Uns terrenozitos fora da cidade para a construção das instalações do Lusitano a troco de uns terrenos para exploração imobiliária no centro da cidade foi o que bastou para convencer os (ir)responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol a irem pastar para o inferno Alentejano. Claro que a população de Évora não se importa nada com os maus investimentos e negociatas do município. O que o povinho quer é os artistas da bola lá por perto; o erário público que se lixe!

Os (ir)responsáveis da Selecção devem pensar que somos todos parvos, a começar pelo treinador, que decide começar a insultar António Pedro Vasconcelos, Miguel Sousa Tavares (“o pai dele foi um grande escritor. O pai, né, porque ele é uma bosta” sic), Rui Moreira (“o empresário fracassado”) e Rui Santos (“recebeu uma herança do tio e ficou rico”). Digam-me uma coisa: há paciência para esta falta de tolerância contra opiniões dissidentes? O Senhor Scolari não gosta de ser criticado e adora o seguidismo do povo Português. Acontece que nem todos lhe prestam vassalagem... e ainda bem! O problema é que naquele grupo de intelectuais há adeptos dos três grandes. É uma grande chatice, caso contrário poderia sempre culpar tudo no Pinto da Costa...

Querem alguma coisa mais reminiscente do pré-25 de Abril do que aquelas conferências de imprensa dos jogadores da selecção, nas quais só se dizem banalidades e em que as questões incómodas são censuradas? Não tenho paciência para tanta idiotice. Espero que o final seja rápido e indolor. Se ficarmos pela primeira fase tanto melhor. É da maneira que os Portugueses acordam mais rapidamente do estupor em que parecem ter entrado e começam a trabalhar para melhorar o ranking do… desenvolvimento.

terça-feira, maio 23, 2006

O Narcisista

Viram o Prós e Contras de ontem? Fazer um programa sobre um livro já me parece de duvidoso interesse público, mas quando o livro é particularmente MAU, o programa torna-se uma perda de tempo. Ainda pensei que a ideia fosse discutir a qualidade do jornalismo e o papel das agências noticiosas, mas tudo isso foi esquecido, até pela apresentadora, na voragem narcisista do protagonista.

Há professores universitários que envergonham a profissão. O Prof. Manuel Maria Carrilho demonstrou ontem tudo o que um professor universitário se deve abster de fazer: emitir opiniões não fundamentadas, assentes em informação casuística, enviesada ou usada unicamente para sustentar opiniões tendenciosas sobre determinado assunto e fazer generalizações abusivas com base numa amostra não representativa (neste caso, uma amostra igual a um). Como teoria da conspiração não podia ser melhor; como estudo sério é um miséria.

Em nome da profissão, lamento, e peço desculpa a todos. Acreditem que a maioria dos professores universitários recolhe informação e utiliza os dados recolhidos para testar hipóteses derivadas da teoria, procurando abstrair-se de pré-conceitos. Aparentemente, o Prof. Carrilho estava distraído nas aulas de Metodologia de Investigação nas Ciências Sociais...

sexta-feira, maio 12, 2006

Crónicas da Província I

No dia em que se inicia a semana académica da Universidade do Minho, mais conhecida como Semana do Enterro da Gata, inicia-se também a publicação de um conjunto de pequenas crónicas sobre a minha vivência em Braga. Espero que gostem e critiquem.

Nas últimas semanas, a revista Visão tem publicado várias cartas de leitores furiosos com a TV Cabo pela retirada da programação de um canal brasileiro chamado GNT. Pelos elogios ao dito, depreendo que seja da melhor televisão que se faz no "país-irmão", mas confesso que nunca tive oportunidade de conhecer a grelha de programação. Aparentemente, os habitantes da capital estão reféns da TV Cabo. São as esperas intermináveis ao telefone, os funcionários rudes no atendimento, a falta de consideração pelas preferências dos tele-espectadores, entre muitas outras queixas que demonstram um conjunto de clientes à beira de um ataque de nervos.

Tudo isto a propósito de escolha. Por influência americana, sempre apreciei a sensação de escolha. Poder escolher a escola onde colocar os filhos, o hospital onde ser operado, o café onde ler um bom livro, a loja de cds onde comprar os mais baratos e mais raros, a livraria com melhores condições de atendimento e conforto, etc, etc. Vocês percebem a ideia...

Acontece que os habitantes de Lisboa não têm alternativa. Se quiserem ver 50 canais via cabo, a única empresa que os proporciona é a TV Cabo. Ora aqui na província, não temos apenas uma, mas duas empresas de cabo: a TV Cabo e a Bragatel. Não sei a quem pertence esta última, mas escusado será dizer que é desta que sou cliente. Não tenho o GNT, mas tenho a Band TV (Bandeirantes, principal concorrente da Globo), que possui uma programação diversificada e me proporciona jogos de futebol de campeonatos a sério (Espanha e Itália) todos os fins de semana, sem que seja explorado pelos irmãos Oliveirinha e a "sua" Sport TV que cobra 20 euros para acesso a um único canal enquanto os 50 canais da Bragatel (Band TV incluída) ficam por 21 euros. Aproxima-se o Mundial de Futebol e a Band já prometeu transmitir vários jogos.

Vivo na província, mas tenho escolha. É uma escolha limitada, é certo, mas é melhor do que nada.

terça-feira, maio 09, 2006

Respostas ao post anterior

Obrigado a todos pelos comentários à posta anterior. Aqui ficam algumas respostas personalizadas...

Para todos: Vou comprar três livros de George Orwell e oferecê-los aos três melhores alunos daquela turma. Se não os posso converter a todos à literatura, pelo menos acarinho uma minoria!

K: Tens toda a razão. Ainda me lembro do prazer com que li, aos 18 anos, o romance "As Três Sereias" de Irving Wallace, influenciado pela professora de Antropologia Cultural do 1º ano da universidade. O livro tinha na capa uma imagem de um quadro de Gaugin. Foi dois em um!

Sinistro (Nota: Acho que devias usar o teu nome verdadeiro...): Sabes que já tive a sensação que os alunos mais dedicados são olhados de soslaio pelos outros? Parece que o trabalho e o esforço são vistos como uma espécie de lepra...

JJ: Quanto a erros de ortografia, um dia destes apresento a lista dos últimos exames... Saber escrever é pedir muito. Hoje uma aluna confessou-me que a sua principal dificuldade estava em saber distinguir a linguagem SMS do Português correcto. Não me surpreendeu. Construir frases correctas e com sequência é agora um acto de heroísmo.

Cláudia: Todos nós reconhecemos a influência de professores universitários verdadeiros mestres. Os meus foram um professor de Sociologia do Poder (Joaquim Costa) e um professor de História das Ideias Políticas e Sociais (João Rosas). O facto de eu ter continuado a dedicar-me à leitura nessas áreas por cultura geral indicia o seu papel na minha formação.

Cátia: Estou absolutamente de acordo com a necessidade de mais cultura e educação cívica, mas confesso-me céptico quanto à capacidade da actual geração de educadores (pais, professores, no fundo, todos nós) para inverter esta situação.

LN: Confesso alguma dificuldade em lidar com essas situações. Na maioria das vezes, opto por prosseguir a aula sem dar grande valor ao problema, mas de vez em quando irrito-me!

Musqueteira: Ora aí está uma questão pertinente! Os livros ganharão mofo nas estantes das bibliotecas ou serão vendidos para reciclagem de papel ao preço da chuva...

sexta-feira, maio 05, 2006

Ignorance is Bliss?

Ando deprimido com o ensino. Não é grande afirmação, sobretudo numa altura em que a maioria dos portugueses anda deprimida com tantos outros aspectos, mas sinto falta de uma chama que nos guie para um caminho melhor. A nível das universidades, já tive maiores alegrias do que tenho hoje. Fica aqui um exemplo do que digo; não o julguem como amostra representativa, mas apenas como um indício de um problema mais profundo...

Há um par de semanas, leccionava eu uma aula de Políticas Sociais para cerca de 30 alunos, em que se falava do peso do Estado, não apenas na Economia, mas também na vida do cidadãos, quando questionei os alunos sobre Eric Arthur Blair a.k.a. George Orwell...

Q: Já leram George Orwell?
R: ... (silêncio)
Q: Mas já ouviram falar...
R: ... (mais silêncio)
Q: Nunca ouviram falar das suas obras mais conhecidas, "1984" e "O Triunfo dos Porcos"? - insisti.
R: Não - responderam a medo.

Desisti. Que os alunos nunca tivessem ouvido falar de "Na penúria em Paris e Londres" ou "Homenagem à Catalunha", eu ainda compreendia. Já o facto de Big Brother ser, para eles, apenas um programa de televisão, é arrepiante! Como sugeriu o Prof. Medina Carreira esta semana, numa conferência a que assisti, as escolas e universidades portuguesas estão a criar e a reproduzir analfabetos, mostrando-se incapazes de inverter este ciclo de massificação de ignorantes encartados.

segunda-feira, maio 01, 2006

Mês novo, alma nova

Depois de um mês de Abril preenchido com muito, muito trabalho, estou de regresso. Nada de locais exóticos: apenas uma conferência em Coimbra e umas reuniões em Lisboa; mas a preparação de tudo isto foi demorada e impediu-me de dedicar atenção ao blog. Agora que entra Maio, talvez seja possível arranjar tempo para mais actividades de lazer...

Começo por mudar de livro de cabeceira. O curtíssimo conto do escritor russo Nikolai Gógol, Diário de um Louco, que podem ler aqui, vai ocupar o próximo par de noites. Obrigado Assírio & Alvim!

Musicalmente, ando voltado para os clássicos americanos contemporâneos que podem conhecer melhor a partir da lista ali ao lado, mas nada que impeça a audição do génio mais ou menos desconhecido do cantor, compositor e violinista Andrew Bird. Fica a tocar Sovay para amostra...

quinta-feira, abril 13, 2006

quinta-feira, abril 06, 2006

Cronenberg goes Tarantino


Paradoxo: Como é que um filme tão bom pode ser tão difícil de visionar?
Para além da violência física que trespassa o filme, é a violência psicológica que mais impressiona. No filme de Cronenberg, a segunda é uma consequência inevitável da primeira e é provavelmente isso que nos deixa impotentes. Ver aquela família a desmoronar e saber que a situação é incontornável revela requintes de sadismo por parte do autor, mas transforma um filme violento num tratado de racionalidade.

Anda por aí muito crítico a afirmar que este é um Cronenberg inconfundível. Conhecendo alguma coisa do realizador canadiano, posso dizer que este NÃO é um Cronenberg típico. Desde os tempos de Coma e Videodrome, até aos geniais A Mosca e Irmãos Inseparáveis, a obra de Cronenberg sempre lidou com a relação entre a tecnologia e os seres humanos, ou melhor, com a forma como estes se fundem, por vezes literalmente(!), com aquela. Ora esta ideia estrutural presente naquelas quatro obras, está ausente de Uma História de Violência. O que subsiste é o drama humano com diferentes contornos, mas que culmina na sua forma mais pura e primordial: o fraticídio.

quinta-feira, março 30, 2006

Post Multifunções

1. O cd das terças-feiras e disco da semana é The Life Pursuit dos escoceses Belle & Sebastian, que o obstinado crítico João Lisboa, do Semanário Expresso, já se deve ter encarregado de destruir...



2. A Paisagem Canadiana V é um pôr-do-sol captado de um carro em andamento, perto da cidade de Regina, na província do Saskatchewan.



3. Não consegui conter o meu choque com a política de emigração do governo canadiano. Primeiro, um governo dá uma oportunidade aos emigrantes ilegais de procederem à legalização. Esse governo perde as eleições e é substituído por outro que utiliza as informações proporcionadas pelos pedidos de legalização para proceder à extradição. As palavras traição, estupefacção e desilusão não descrevem o que sinto. A utilização de meios tortuosos para obter fins, por mais legítimos que sejam, deve ser condenada, até mesmo por um profundo admirador da cultura do país em causa.

4. Esta entrada serve igualmente para agradecer a todos quantos demonstraram entusiasmo e deram apoio à realização da sessão de segunda-feira passada. Bem hajam!

quinta-feira, março 23, 2006

Convite

Caros amigos e bloggers: aqui fica um convite para a sessão de apresentação da próxima segunda-feira. Conto com a vossa presença!

quarta-feira, março 22, 2006

terça-feira, março 21, 2006

Música à Terça IX


Todos nós temos uma lista de países que adoraríamos visitar. No topo da minha está a Islândia. Paisagens vulcânicas e desoladas, neve, gelo e água em abundância, poucos seres humanos, muitas bruxas, enfim… um encanto! Acontece que visitar a Islândia é dispendioso (Reykjavik é a segunda cidade mais cara do mundo!) e só os mais excêntricos consideram a possibilidade de voar para esta ilha mágica. Enquanto a oportunidade não chega, contento-me com o melhor substituto destes cenários: Agaetis Byrjun dos Sigur Rós.

Os Sigur Rós foram capazes de desenvolver uma atitude musical única e constituem o exemplo mais inovador e criativo do género pós-rock, a que pertencem também os conhecidos Mogwai, Godspeed You Black Emperor e Labradford. O segundo disco da banda, editado em 1999, é para mim o melhor. Vidrar Vel Til Loftarasa, Staralfur, Svefn-G-Englar e o hino Olsen Olsen são momentos inesquecíveis que representam uma sonoridade única, proveniente de um país longínquo e desconhecido, mas que exerce sobre o ouvinte um fascínio e uma curiosidade inesgotáveis. Não fosse o génio de Björk, e os Sigur Rós seriam a principal exportação artística da Islândia. A profusão de música de qualidade proveniente da “ilha encantada” leva-me a acreditar que existe algo mágico naquelas terras distantes que fortalece o engenho criativo daquele povo.

sexta-feira, março 17, 2006