segunda-feira, setembro 04, 2006

Crónicas Americanas 4: Montpellier (Idaho)


Abandonamos o Parque Nacional do Yellowstone pelo sul, passando por um outro parque nacional - o Grand Teton - cujo elemento mais marcante é a impressionante cadeia montanhosa que vêem na imagem. O Teton Range ultrapassa em vários pontos os 4 mil metros acima do nível do mar (mais do dobro da Serra da Estrela) e a paisagem tem elementos em comum com as Rochosas do Canadá, já que é também marcada por lagos resultantes do degelo dos glaciares.

O Estado Americano do Idaho é famoso pela qualidade das suas batatas, promovidas até nas matrículas dos automóveis! É o único local do mundo em que Montpellier fica a norte de Paris. É também a única forma de Montpellier ser maior do que Paris.
A paisagem é aqui composta por quintas e ranchos e pequenas localidades que nunca chegam a ultrapassar as duas ou três centenas de habitantes. Em contraste, Montpellier tem 2250 habitantes, uma "metrópole" que oferece comida, quarto e outros serviços úteis. Por comparação com Cody, os preços baixaram para metade. O quarto custa aqui 65 dólares (aproximadamente 50 euro), mas a qualidade é até ligeiramente superior, talvez devido ao facto do hotel ser novo.

Bem-vindos ao Idaho!

Nota: Obrigado a todos pelos vossos comentários às entradas anteriores. Gostaste dos bisontes? Toma lá mais esta!

sexta-feira, setembro 01, 2006

Crónicas Americanas 3: Parque Nacional do Yellowstone


O Parque Nacional de Yellowstone é a jóia da coroa dos parques nacionais dos Estados Unidos. Absolutamente maravilhoso. Uma paisagem composta por géisers, fumarolas e nascentes de água quente torna o Yellowstone um local quase único no mundo, apenas comparável a certas áreas na Islândia e na Nova Zelândia. A razão deste cenário é a gigantesca cratera vulcânica com aproximadamente 3500 quilómetros quadrados que é totalmente abarcada pela delimitação do Parque. As erupções vulcânicas sucedem-se em intervalos de aproximadamente 600 milhões de anos. A primeira há 2 milhões de anos, a segunda há 1,3 milhões e a última há 640 milhões de anos, pelo que a próxima poderá estar iminente. Das dezenas de exemplos possíveis, o mais famoso dos elementos desta “explosiva” paisagem é o géiser “Old Faithful” (“Velho Fiel”), que, fazendo jus ao nome, permanece activo de 90 em 90 minutos.

A vida selvagem é abundante e diversificada: bisontes, alces, veados, ursos pretos e grizzlies, lobos, coiotes, cisnes trombeteiros e pelicanos. O mais incrível é que muitos destes animais se passeiam pelo Parque sem qualquer receio dos seres humanos (e dos automóveis). Os bisontes, em particular, são tão aparentemente dóceis, que não surpreende que tenham sido caçados quase até à extinção. O cenário da foto é esclarecedor.

Menos espectacular, mas de uma serenidade idêntica à sua dimensão, é o Yellowstone Lake. É o maior lago de montanha da América do Norte, com 32 quilómetros de comprimento, 22 de largura e 50 metros de profundidade média. A temperatura média à superfície em Agosto é de 12 graus centígrados. Os seus habitantes mais conhecidos são as trutas, de uma espécie nativa, que servem de alimento aos pelicanos brancos que também abundam pelo Parque.

Aproveitei a margem do lago para recuperar forças e absorver inspiração neste local magnífico.

terça-feira, agosto 29, 2006

Crónicas Americanas 2: Cody (Wyoming)


Cody é uma cidade de montanha à entrada do Parque Nacional de Yellowstone, mas é mais conhecida por ser a terra adoptiva do famoso William F. Cody (aka Buffalo Bill)(1846-1917), um personagem marcante do Oeste Americano e o exemplo acabado do espírito empreendedor dos Americanos. Sozinho, tornou-se responsável pela visão que os Americanos formaram do Oeste, ainda antes da era do cinema, da rádio e da televisão. No saloon que podem ver na fotografia de cima, agora restaurado para acolher turistas e motoqueiros, Buffalo Bill, Calamity Jane, Annie Oakley e outras figuras míticas do velho Oeste comiam, dormiam e, sobretudo, bebiam!

Por volta de 1880, Buffalo Bill montou um circo ambulante a que chamou Wild West e com o qual encenava as batalhas do passado entre cowboys e índios. O show foi crescendo e, no seu auge, incluía brancos, índios (o famoso chefe Touro Sentado!), negros, orientais e indianos, para além de uma panóplia de animais, desde o bisonte americano (búfalo) ao elefante asiático. Uma verdadeira excentricidade megalómana para a época.

William F. Cody encanta-me e decido aprender mais: compro uma autobiografia e vou visitar a Galeria de Arte adjacente ao Buffalo Bill Historical Center. Fico CHOCADO: o brilhante e extravagante pintor do expressionismo abstracto, Jackson Pollock , é natural de Cody! Sim, o revolucionário Pollock nasceu nesta terra perdida no Oeste!

Bem, ala para o Yellowstone que se faz tarde!

Crónicas Americanas 1: Thermopolis (Wyoming)


A viagem inicia-se pelo "cowboy country". A paisagem é retirada de um western e as cores dominantes são o castanho, o marrom, bege, terracota e o verde sujo (de pó). Todos os tons de castanho que possam imaginar. Uma estranha e avassaladora monotonia deixa adivinhar a dureza experimentada pelos primeiros exploradores da região. É notável, se bem que nada surpreendente, a coincidência entre a localização de cidades/vilas e os cursos de água. Os únicos locais em que os humanos se instalaram nesta região são os que se localizam próximo da água. Como há pouca água, o povoamento é escasso e concentrado.

As rancheiras da região informam-me que "Wyoming is beef country". That's Ok. Adoro bife. Thermopolis é uma pequena cidade simpática, com pouco mais de 3000 habitantes, mas que atrai turistas graças às suas "maiores nascentes de água quente do mundo". A publicidade é francamente exagerada e Thermopolis é apenas útil como local de repouso por uma noite entre Denver e o Yellowstone National Park.

Um pouco mais adiante, deparo-me com esta imagem bizarra. Nem quero imaginar o que se passa naquela habitação no cume da colina, mas o cenário de um filme de terror intromete-se nos meus pensamentos e adensa-se com a montanha de ossos à entrada deste rancho adjacente. Convenço-me que são apenas as vacas do anúncio anterior e prossigo viagem em direcção ao Yellowstone...

Música à Terça 15

segunda-feira, agosto 28, 2006

Um ano a tocar Um Piano na Floresta...

Este blog fez no passado dia 25 de Agosto um ano de existência. Quanto à minha experiência com blogs, já dura há 3 anos, depois dos dois anos de Angústias.

sexta-feira, agosto 04, 2006

USA Road Trip Nº 3


Depois de abandonar a ideia Alaska/Yukon, era necessário arranjar um destino alternativo igualmente inspirador. É a minha terceira road trip USA. Depois de uma viagem de costa-a-costa pelo Sul dos EUA e de uma visita a 8 estados do Sul (Florida, Georgia, Carolina do Sul, Carolina do Norte, Tennessee, Mississipi, Louisiana e Alabama), chegou agora a vez do coração da América (Wyoming, Idaho, Utah, Arizona, Novo México e Colorado), dos Parques Nacionais (Grand Canyon e Yellowstone), das cidades "excêntricas" (Salt Lake City, Las Vegas e Santa Fé) e do fabuloso Monument Valley (ver foto acima). Deixo-vos com o mapa possível do que está planeado, sendo que as estradas secundárias serão sempre preferíveis à auto-estrada. A partida para Denver é já na segunda-feira e o regresso no dia 28.

segunda-feira, julho 31, 2006

Música à Terça 14


Agora que já vos disse onde não vou (Alaska e Yukon), este post e o tema musical a tocar ali ao lado contêm duas pistas sobre o meu destino de férias...

quarta-feira, julho 26, 2006

Alaska & Yukon




A ideia era simples, mas com a viagem a 1800 euro por pessoa, a aventura toda ficaria por mais de 5000 euro, 21 dias e um número de quilómetros próximo dos 7000. Voar para Anchorage (Alaska), alugar um carro e fazer o percurso de Anchorage a Fairbanks, de Fairbanks a Tok e de Tok a Whitehorse (no Estado Canadiano do Yukon). De Whitehorse a Dawson City, onde se inicia a Dempster Highway, uma das mais míticas estradas do Continente Americano. Regresso a Anchorage via Tok.

A Dempster tem 750 quilómetros e liga Dawson City, uma das últimas cidades preservadas desde o tempo da corrida ao ouro, a Inuvik, nos Territórios do Noroeste (Canadá). No Inverno, Inuvik está ligada por uma estrada de gelo a Tuktoyaktuk, uma cidade nas margens do Mar de Beaufort, parte integrante do Oceano Árctico. No Verão, a ligação faz-se por meios aéreos. A Dempster aparece representada com o número 5 no mapa inferior.

O solo, que alguns comentários mencionaram ser "areia", é, na verdade, "tundra" ou "permafrost", onde apenas cresce vegetação muito rasteira, já que permanece gelado praticamente todo o ano. Nem vale a pena explicar o fascínio exercido por esta região; as fotos reproduzidas nos dois posts são da autoria de Wolfgang Weber e falam por si...

sexta-feira, julho 21, 2006

O Sonho Esfumou-se...

(clicar para ampliar)

Tinha um sonho para as férias deste Verão. A estrada e a paisagem que podem observar nesta fotografia faziam parte desse sonho. Infelizmente, com o aumento brutal no preço do petróleo, o preço das viagens de avião disparou e o sonho tornou-se... miragem. A primeira reserva, que ficava por 1026 Euro por pessoa, teve que ser cancelada por razões profissionais. Na segunda reserva, já com as datas pretendidas, o preço aumentou para 1480 Euro. Ontem, quando fui à agência de viagens para proceder ao pagamento, o preço da reserva tinha sido alterado (o que é relativamente raro) e já ultrapassava os 1800 Euro. Os planos esfumaram-se...

Qual era o destino?

sexta-feira, julho 14, 2006

Padrinhos e Afilhados

A Visão desta semana relata que o encontro entre Gilberto Madaíl, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e Joseph Blatter, Presidente da FIFA, foi selado com dois beijos na face. Depois de ver tantas vezes "O Padrinho", de Francis Ford Coppolla, não surpreende...

segunda-feira, julho 03, 2006

Dúvida Existencial

Se a Igreja Católica é contra o casamento entre homossexuais, será que é a favor do divórcio?

segunda-feira, junho 26, 2006

Crónicas de Barcelona II


O Katraponga tem razão. Foi difícil deixar Barcelona. Ainda que eu seja um absoluto leigo na matéria, a cidade parece-me uma obra-prima de arquitectura. Estive no Parc Guell e fiquei fascinado com os edifícios, as esculturas e as vistas da cidade, que podem ser apreciados nas fotos aqui incluídas.

Quanto à cidade propriamente dita, os cheiros, os sons e as imagens são marcantes e inebriantes. Para além de ser lindíssima, Barcelona é provavelmente a cidade mais cosmopolita da Península Ibérica. Em contraste, Lisboa é pequena e Madrid provinciana. Tendo já visitado várias cidades espanholas, foi também em Barcelona que comi melhor. O nosso roteiro gastronómico incluiu dois excelentes restaurantes com comida tradicional Catalã e, claro, uma incursão na paelha à Valenciana que, não sendo Catalã, é deliciosa!

quinta-feira, junho 22, 2006

Crónicas de Barcelona I


Escolhemos uma tasca numa das travessas das Ramblas, propriedade de um clube de futebol amador, para ver o jogo Portugal-Angola. Não fosse o grande número de Portugueses que invadiram o espaço, dir-se-ia que o cenário era retirado de um filme de Pedro Almodovar. A cerveja era Estrella Galicia e a simpática empregada dirigia-se a todos por "cariño", o que só aumentava o consumo de cañas... O nosso compatriota de bandeira pelas costas é que não deve ter percebido que a dita cuja deveria ter castelos e não pagodes chineses...

sexta-feira, junho 09, 2006

Barcelona


Aproveitando compromissos profissionais do início da próxima semana, vou escapar à histeria futebolística portuguesa e juntar-me à Catalunha na luta pela independência!

quarta-feira, junho 07, 2006

Um Livro à Quarta III

Ontem foi o sexto dia do sexto mês do sexto ano do novo milénio. Não sendo exactamente um crente nas profecias do Livro do Apocalipse, abordei o dia com alguma cautela, isto apesar de estar convencido que, se a Besta nasceu ontem, ainda temos de esperar uns anitos até começar a fazer asneiras. Por outro lado, abrir as páginas dos jornais ou ligar a televisão no horário das notícias é prova suficiente que a Besta não nasceu ontem e sempre por cá andou; o formato é que varia. Para outros, mais mediáticos, a Besta já foi bestial, mas agora é simplesmente uma besta quadrada, como se poderá constatar pelo post anterior.

Seja como for, a velha luta entre o Bem e o Mal sempre me fascinou e mergulhei nela numa das recentes inclusões na mesa-de-cabeceira. O livro é Além (1891) de Joris Karl Huymans e tem preenchido algumas noites de insónia.

Além (2006; Lisboa: Assírio & Alvim) foi escrito numa linguagem directa, por vezes chocante, destinada a seduzir o leitor, envolvendo-o com suavidade, para depois o apunhalar, arrancando-lhe as entranhas e atirando o corpo para a valeta. O autor apresenta um escritor francês, de nome Durtal, na Paris dos finais do século XIX, que, através de uma pesquisa histórica intensiva, se propõe escrever uma obra sobre Gilles de Rais, um pedófilo, contemporâneo de Joana d’Arc, que assassinou centenas de crianças na Bretanha do início do século XV, associando-se a rituais satânicos praticados por membros transviados do clero, que rezam missas negras como vingança pela rejeição ou insucesso na vida religiosa dita “normal”. Apesar de repugnante, todos estes parecem apenas coloridos relatos da Idade Média, até que Durtal descobre que a sua Paris tem mais semelhanças com a Idade Média do que julgava possível…

O livro de Huysmans tem várias preciosidades. Escolhi algumas passagens para o vosso deleite.

“A realidade, é bem certo, não perdoa que a desprezem; vinga-se metendo o sonho ao fundo, espezinhando-o, atirando-o em farrapos para um monte de lama!” (p.199)

“Vê as máquinas, o jogo dos pistões nos cilindros: são Romeus de aço dentro de Julietas de ferro fundido. As expressões humanas em nada diferem do vaivém das nossas máquinas.” (p.205)

“Além disso, os edifícios que emergem deste charco caótico de telhados, a Notre-Dame, a Sainte-Chapelle, Saint-Séverin, Saint-Étienne-du-Mont, a torre Saint-Jacques, ficam afogados na deplorável massa dos monumentos mais novos. De forma nenhuma estou interessado em contemplar ao mesmo tempo a Ópera, esse espécime de arte para caixeiras bem vestidas, o arco de ponte chamado do Triunfo, e o candelabro que é a Torre Eiffel!” (pp.244-5)

Na contracapa:

"Em 1891, Além foi considerado uma grande audácia e multiplicou-se na tiragem até às dezenas de milhares. Como um desses malabaristas que mantêm vários objectos no ar, Huysmans concentrou temas de várias frentes no seu romance, todos a maior ou menor distância de uma mesma luta: a que confronta dois poderes, do Bem e do Mal, a que opõe desde a Idade Média a igreja de Roma e o seu reverso satânico. Há, como ilustração de tudo isto, a história de Gilles de Rais, monstruoso pedófilo dos tempos de Joana d'Arc, a história da promiscuidade das mais altas figuras da Igreja com os praticantes da magia, o relato de uma missa negra em Paris, uma aventura em lençóis um tanto frios mas sem o véu de nenhum disfarce sobre a sua sexualidade malsã. Mas também o escritor J.-K. Huysmans num ponto alto da sua obra. O que fez André Breton manifestar-se, nas primeiras páginas de Nadja, como grande devedor de um seu ensinamento: saber levar «ao extremo essa discriminação necessária, vital, entre o elo de tão frágil aparência que pode ser-nos do máximo socorro, e o aparelho vertiginoso das forças que se conjuram para meter-nos ao fundo»."

segunda-feira, junho 05, 2006

Crónicas da Província II - A Doutrina do Pensamento Único

Não tenho paciência para tanta unanimidade em torno da Selecção Nacional de futebol. A histeria colectiva gerada durante o estágio é completamente desproporcionada em relação ao que está em jogo. A recepção na Alemanha parecia uma celebração da vitória no Mundial. A verdade é que ainda não ganhamos nada, mas os Portugueses festejam como se não houvesse amanhã. Estará tudo louco? Se querem a minha opinião, não acho que a selecção vá a lado nenhum. Estou a escrever isto antes do Mundial começar para que não se diga que falar depois é fácil.

Começamos por menosprezar os adversários, achando que Angola e o Irão vão à Alemanha fazer turismo. Para confirmar a ideia que será tudo fácil, há jogadores que aproveitam a folga para dar um salto à discoteca até às 6 da manhã, passeiam-se pelo centro de Évora e fazem trabalho de Relações Públicas em frente ao Templo de Diana. Tudo muito social, tudo muito pop, para a cobertura jornalística e televisiva ser a melhor possível. Sim, tudo isto enquanto as outras selecções estão concentradas a trabalhar em locais remotos, adaptando-se ao clima da Alemanha. Até a todo-poderosa selecção do Brasil faz estágio numa aldeola Suiça com temperaturas mais à medida, protegida dos olhares curiosos dos media.

Os exemplos da mediocridade do nosso futebol “profissional” são muitos. O nosso estágio decorreu debaixo de temperaturas superiores a 35º centígrados, só porque um lobby de empresários da construção civil foi bem sucedido em Évora e o seu opositor de Melgaço fracassou. Uns terrenozitos fora da cidade para a construção das instalações do Lusitano a troco de uns terrenos para exploração imobiliária no centro da cidade foi o que bastou para convencer os (ir)responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol a irem pastar para o inferno Alentejano. Claro que a população de Évora não se importa nada com os maus investimentos e negociatas do município. O que o povinho quer é os artistas da bola lá por perto; o erário público que se lixe!

Os (ir)responsáveis da Selecção devem pensar que somos todos parvos, a começar pelo treinador, que decide começar a insultar António Pedro Vasconcelos, Miguel Sousa Tavares (“o pai dele foi um grande escritor. O pai, né, porque ele é uma bosta” sic), Rui Moreira (“o empresário fracassado”) e Rui Santos (“recebeu uma herança do tio e ficou rico”). Digam-me uma coisa: há paciência para esta falta de tolerância contra opiniões dissidentes? O Senhor Scolari não gosta de ser criticado e adora o seguidismo do povo Português. Acontece que nem todos lhe prestam vassalagem... e ainda bem! O problema é que naquele grupo de intelectuais há adeptos dos três grandes. É uma grande chatice, caso contrário poderia sempre culpar tudo no Pinto da Costa...

Querem alguma coisa mais reminiscente do pré-25 de Abril do que aquelas conferências de imprensa dos jogadores da selecção, nas quais só se dizem banalidades e em que as questões incómodas são censuradas? Não tenho paciência para tanta idiotice. Espero que o final seja rápido e indolor. Se ficarmos pela primeira fase tanto melhor. É da maneira que os Portugueses acordam mais rapidamente do estupor em que parecem ter entrado e começam a trabalhar para melhorar o ranking do… desenvolvimento.