sexta-feira, outubro 27, 2006

Monument Valley

A visita a Monument Valley foi feita com um tempo pouco convidativo, mas, apesar disso, é impossível ficar indiferente à imensidão entrecortada por formações rochosas invulgares. Embora se chame um “vale”, Monument Valley não é verdadeiramente um vale, mas antes um planalto que a erosão transformou numa planície com formações rochas enormes (mesas e agulhas).

A viagem de Blanding até Monument Valley passa por Valley of the Gods, uma paisagem quase irreal, dificilmente imitável à face da Terra. Em apenas três quilómetros, a estrada desce 300 metros, desde Muley Point até Valley of the Gods. Apesar da desolação, ou se calhar por causa dela, este local continua a ser para mim um dos mais belos do mundo. Na foto de cima, a Ana admira a paisagem. Tirando alguns veículos ocasionais, passam-se milhas e milhas sem se ver um único ser humano. Estamos muito longe do turismo de massas e este local é um descanso, para o corpo e para a alma!

Desde o final da mítica estrada 261 até Monument Valley são mais 24 quilómetros, sempre na Reserva dos Navajos, a tribo (ou Nação) Navajo continua a viver da exploração do turismo. Os preços até nem são elevados e o menu tem especialidades curiosas, como sejam… um bife Sylvester Stallone ou uma sandwich Tom Hanks! Espreitam lá a ementa...

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sexta-feira, outubro 20, 2006

Arches National Park (Utah)

The Windows (Janela Norte e Janela Sul) no magnífico Parque Nacional dos Arcos, perto de Moab (Utah). Criados pela erosão de milhares de anos, estes arcos são um dos pontos mais carismáticos deste parque nacional. Reparem só no tamanho das pessoas por baixo dos arcos gigantescos... parecem formiguinhas!

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quarta-feira, outubro 18, 2006

Capitol Reef Canyon (Utah)


Chamem-me masoquista, mas há qualquer coisa que me atrai na América profunda, aquela que é preconceituosa, desconfiada dos estrangeiros, pouco educada e rude q.b. Não é inexplicável. Por azar essa América é também linda! As paisagens naturais são de uma beleza indescritível, que nenhuma das fotos que publique neste blogue pode transmitir. A primeira foto deste post mostra o Aquarius Plateau, um planalto terra-de-ninguém no Sul do Utah. Em nenhum outro local dos EUA se sente o isolamento e a distância da civilização e as cores da natureza assumem aqui grande esplendor.

O dia começou em Salina, uma pequena localidade e terminou em Green River, outra pequena localidade do Utah. Pelo meio, o Capitol Reef Canyon. Apesar de alguma experiência em viagens deste género, nunca tinha caminhado no fundo de um canyon. A sensação é esmagadora. As paredes laterais altíssimas e os constantes avisos “Danger! Flash Floods!” podem dissuadir alguns turistas. Nós arriscamos. Na segunda foto podem ver (se a ampliarem) a Ana a caminhar de costas para a objectiva. Ela não está longe. A dimensão gigantesca do canyon é que a faz parecer extremamente pequena.

No fundo do canyon, após uma longa caminhada, podemos encontrar o Mormon Pioneer Register, um conjunto de assinaturas na pedra datadas do final do século XIX, quando os pioneiros mormons atravessaram estas paragens em direcção ao Oeste.

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quinta-feira, outubro 12, 2006

Bauhaus

Nunca houve uma banda igual. Muitos tentaram imitá-los, mas sempre com resultados patéticos. Todos os discos dos Bauhaus estão agora em promoção na Fnac do Gaia Shopping por apenas 7,50€. Entre originais, discos ao vivo e BBC Sessions, comprei o único que me faltava, cujo primeiro tema toca ali ao lado...

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quarta-feira, outubro 04, 2006

Salt Lake City (Utah)

Em viagem pelo Mormon Country...

Apesar dos preconceitos, Salt Lake City é uma lufada de ar fresco, depois de tanto viajar por zonas rurais. Os monumentos mais famosos estão ligados aos fiéis da religião Jesus Christ of Latter Day Saints, mais conhecidos por Mórmon. Até o famoso Delta Center, o gigantesco pavilhão onde joga habitualmente a equipa de basquetebol profissional dos Utah Jazz, está, pelo menos indirectamente, relacionado com a religião, já que a maioria dos jogadores são, também eles, Mórmon.

Como em Roma sê Romano, em Salt Lake City sê Mórmon. Fomos visitar o Museu da História da Igreja para conhecê-la, pelo menos sob o ponto de vista dos próprios crentes… Muita simpatia à entrada e, ao longo do percurso, vários guias para esclarecerem as dúvidas do visitante: “Este aqui é o relógio do John Taylor!”. Surpreendido, fico a olhar com cara de quem não entende. “Quem terá sido este tipo” – penso eu. A resposta vem mais adiante. O massacre que acabou com a vida de Joseph Smith, profeta e fundador da Igreja Mórmon, deixou vivo um dos primeiros seguidores, John Taylor, graças ao tal relógio que desviou a bala! Sigo o meu caminho a pensar que já não se fazem relógios como antigamente...

A História desta religião é igual à de todas as outras: um profeta inspirador e visionário, aumento rápido do número de seguidores, perseguições por desconfiança e inveja, assassinato do profeta e mais perseguições, sempre em busca da terra prometida. Que a terra prometida seja Salt Lake City já é menos compreensível, mas talvez isso explique por que razão ninguém quis expulsar os Mórmons de Salt Lake. Depois de conhecer Salt Lake percebo porquê. Quem gostaria de morar em Salt Lake?!

PS: A primeira foto mostra os contrastes em Salt Lake City. Dois edifícios históricos dos Mórmon e, por trás, o novo e gigantesco Mormon Administrative Center. A segunda foto revela o exterior do Tabernáculo Mórmon de Salt Lake City. O interior só é acessível aos membros da religião. A última foto foi tirada junto à Lion House, construída por Brigham Young para as suas mulheres e filhos. Se quiserem ler detalhes sobre a prática da poligamia, basta clicar na imagem.

PS2: No espírito da tolerância religiosa e do entendimento entre culturas, adquiri e estou a ler a obra Mormon Country (1942) de Wallace Stegner.

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