sexta-feira, maio 11, 2007

11. The Doors (1967) - The Doors


Adivinha: Para além de sermos do signo Sagitário, o que é que eu (Fernando Piano) e o Jim Morrison (vocalista dos Doors) temos em comum?

Ouvi este disco pela primeira vez quando tinha 18 anos de vida e era facilmente impressionável. Para além da energia que transpira por todos os poros, o disco marcou-me pela mudança paradigmática que provocou na música rock: era possível encontrar nas trevas, na revolta e no incorformismo, uma alternativa à luz, às flores, aos hippies e ao sol da California dos Beach Boys. Até este disco, os meus ouvidos escutavam maioriamente música pop comercial, mas foi com os Doors que dei os primeiros passos na escuridão...

Os solos de teclas de Ray Manzarek, a guitarra blues de Robby Krieger, a bateria de John Densmore e a voz intensa/alucinada/sussurada do deus sexual Jim Morrison tranformaram o que seria uma banda de blues rock vulgar num inesquecível portento musical. Deste disco em particular diz-se que demorou apenas 6 dias a gravar, o que ilustra bem o génio explosivo e criativo da banda, que ainda viria a gravar outro (Strange Days) durante o ano de 1967. Mas o que mais impressiona no primeiro álbum dos Doors é a riqueza da composição musical associada à inspiração poética de Jim. Se é verdade que a poesia de Jim Morrison nunca recebeu o acolhimento da crítica que o seu autor desejava, também não é menos verdade que foram os seus melhores escritos que acabaram musicados.

Os temas mais fortes do disco são o hit Light My Fire, o teatral Alabama Song (Whiskey Bar), a balada Crystal Ships, a batida infecciosa de Break On Through e o épico edipiano The End. Para recordarem o fabuloso The End:

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2 Comments:

Blogger moika said...

Na minha adolescência,tive a fase Doors. Pois claro!

Um dia destes tive a ousadia de ouvi-los. Vi os meus 14/15 anos passarem-me à frente dos olhos! As calças justas de ganga. As botas Doctor Martin!O meu ar despreocupado perante o mundo.Os charros às escondidas e depois a risota nas aulas.As pessoas que já cá não estão.A ingenuidade no meio de tanta rebeldia...

Hoje ainda gosto de os ouvir.São tão especiais para mim.

Obrigada por me teres feito lembrar,mais uma vez, de tantas coisas que me dizem tanto!

:)

10:17 da tarde  
Blogger Naked Lunch said...

ui... que disco... ainda o tenho... em vinil... mas já meio escavacado...

10:59 da manhã  

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