sexta-feira, julho 25, 2008

1981. Crumbling the Antiseptic Beauty - Felt

Ao longo de um período de 10 anos, os Felt editaram 10 álbuns e 10 singles tornando-se conhecidos pelas melodias suaves, longos títulos e álbuns de reduzida extensão. Sobre a música, pode dizer-se que é o lado mais optimista do pós-punk urdido em torno da voz suave de Lawrence (sobrenome omitido), do baterista Gary Ainge, da guitarra eléctrica dedilhada de Maurice Deebank e do baixista Nick Gilbert. Crumbling the Antiseptic Beauty (1981) foi o primeiro disco dessa sequência e também um dos mais conseguidos em termos musicais.

Quanto aos longos títulos, os Felt editaram álbuns com nomes tão acessíveis como The Strange Idols Pattern and Other Short Stories (1984), Let the Snakes Crinkle Their Heads to Death (1986) ou Forever Breathes the Lonely Word (1986). Ironicamente, as extensão dos títulos contrasta com a minúscula duração das obras. O representante de 1981 tem 29 minutos e constitui apenas um exemplo da avareza dos elementos da banda no processo criativo.
Em contraste com essa forretice, a sonoridade é aveludada, quase luxuriante, apesar da simplicidade dos instrumentos utilizados. Para isso contribuem a percussão quase tribal presente em muitos temas e certamente herdada do estilo Moe Tucker (Velvet Underground) e a guitarra electrica dedilhada suavemente.


Felt - Primitive Painters

Projecto 200 anos de música. A ideia é simples. Ao longo de duzentas entradas, o Piano na Floresta vai listar duzentas obras musicais, uma por cada ano, iniciando a contagem decrescente a partir do ano 2000. Se tudo correr conforme planeado, será possível identificar um disco ou uma obra composta em cada um dos anos no intervalo entre o ano 1800 e o ano 2000. Não há limitações de género musical. A qualidade e a reputação da obra não constituem critério de escolha, embora se entenda que ela é, de algum modo, representativa do ano em questão.

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